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Caso Marielle Franco: operação da PF mira esquema de gatonet de ex-bombeiro preso por envolvimento no assassinato

PF deflagra nova operação relacionada ao caso Marielle Franco

No dia de hoje, a Polícia Federal deu início a uma nova operação ligada ao caso que envolve a morte de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Conforme informações divulgadas, a operação visa investigar um suposto esquema de “gatonet”, no qual o ex-bombeiro Maxwell Simões, conhecido como Suel, seria envolvido. Esta ação está direcionada a cumprir sete mandados de busca e apreensão nos endereços do ex-militar. Suel foi detido na última semana, acusado de ter participação no assassinato de Marielle e Anderson, conforme a delação premiada de Élcio de Queiroz.

A operação ocorre em diversos pontos do Rio de Janeiro, especificamente no Complexo Lins e no Méier, ambas na Zona Norte da cidade. Denominada de Operação Élpis, esta é a primeira ação deflagrada no novo ano, 2023. Segundo informações do Ministério Público do Rio, Maxwell Simões estaria ligado diretamente ao esquema, sendo inclusive o proprietário do veículo utilizado para esconder as armas envolvidas no crime, que estavam em um apartamento de Lessa, um dos indiciados no crime e amigo de Suel. Ainda segundo informações, Suel teria participado do descarte dessas armas no mar.

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Os próximos passos nas operações policiais

O ministro da Justiça afirmou, na última semana, que outras ações desse tipo devem ser executadas no decorrer deste mês, com foco nos possíveis mandantes do crime que foram identificados durante as investigações. De acordo com suas palavras, não há dúvidas de que outras pessoas possam estar envolvidas no crime, já que as investigações apontam para a participação das milícias e do crime organizado do Rio de Janeiro. Até o momento, os esforços da PF estavam centrados na busca pelos executores de Marielle e Anderson.

Uma nova etapa probatória?

Com as recentes descobertas, a Polícia Federal inicia uma nova etapa probatória. Além da confirmação de envolvimento de Élcio e Ronnie, a delação premiada de Élcio também apontou para a participação decisiva de Maxwell no crime. Com essas informações em mãos, novos avanços são esperados nas investigações, como mencionado pelo próprio ministro da Justiça: “Passos concretos, efetivos, relevantíssimos que estão sendo dados mostram que estamos próximos de esclarecer. Não há crime perfeito. Outras novidades com certeza ocorrerão nas próximas semanas.”

O que esperar das próximas ações?

De acordo com a fala do Superintendente da Polícia Federal, Leandro Almada, o foco das investigações agora é expandir o escopo da análise e buscar possíveis envolvidos na autoria intelectual do crime. Paralelo a isso, a Polícia Civil também continua com seu inquérito. O crime, segundo o que consta na denúncia, foi motivado pelas causas defendidas pela vereadora Marielle, entretanto, isso não exclui a possibilidade de outras motivações. A expectativa é que os próximos passos das investigações ajudem a esclarecer esse trágico caso.

Redação

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