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Mesmo afastado do Exército, Mauro Cid vai continuar recebendo salário de R$ 27 mil

Tenente-coronel Mauro Cid: afastamento, salário e delação

O tenente-coronel Mauro Cid, que ocupou o cargo de ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente desvinculado de suas responsabilidades no Exército, continua recebendo seu salário de R$ 27.000 mensais ao longo de sua licença, preservados pelo regulamento legal.

Este afastamento das funções foi causado por uma decisão judicial, dada pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo, 10 de setembro deste ano.

Mauro Cid
Imagem: Portal última Hora Online

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Qual é a condição atual de Mauro Cid?

A lei referente às pensões militares, de número 3.765/1960, permite que o militar continue a receber sua renda mensal, a menos que seja privado ou alvo de uma decisão judicial contrária. Após as deduções fiscais, pensão militar e fundo de saúde, Mauro Cid obtém um total de R$ 27.000 de remuneração bruta, que após deduções chega a R$ 17,6 mil.

Cid foi retirado do Batalhão do Exército após ser acusado de envolvimento em um esquema de fraude nos cartões de vacinação dos parentes e do ex-presidente Bolsonaro, o que resultou em um período de quatro meses de prisão.

Por que Mauro Cid deseja colaborar com o STF?

No dia 6 de setembro, Cid foi ao STF para expressar sua vontade de cooperar. Na delação, ratificada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no último dia 9 de setembro, Mauro Cid deverá trazer novas informações não reveladas nos depoimentos dado à Polícia Federal.

A Polícia Federal dará seguimento a novas diligências para verificar a autenticidade das declarações dadas por Cid nos próximos dias. A expectativa é que Cid esclareça questões sobre como a participação de Bolsonaro ocorreu nos seguintes casos: a adulteração de cartões de vacina no sistema do Ministério da Saúde; as joias que entraram de maneira irregular no país; e até sobre o 8 de janeiro e as investigações sobre a tentativa de golpe de estado no país.

Como foram os depoimentos de Mauro Cid?

Durante as últimas semanas, Cid prestou uma série de depoimentos à Polícia Federal. Especificamente, houve um depoimento em 31 de agosto, referente ao caso das joias que teriam entrado irregularmente no país. Além de Cid, Jair e Michelle Bolsonaro, o general Mauro Cesar Lourena Cid (pai de Mauro Cid) e os advogados Fabio Wajngarten e Frederick Wassef foram chamados simultaneamente para os interrogatórios da PF.

Dos oito convocados, apenas Mauro Cid e seu pai falaram aos investigadores em Brasília; Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro, esclareceu as questões em São Paulo. Bolsonaro e Michelle permaneceram em silêncio durante o depoimento baseando-se em parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) que questiona a competência do STF em julgar o caso.

Redação

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