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8 das 21 metralhadoras furtadas do Exército são encontradas no Rio de Janeiro

Sumiço de metralhadoras: Investigação restringe círculo de suspeitos

Uma série de investigações militares sobre o recém-conhecido sumiço de armas de alto calibre da base militar de Barueri, em São Paulo, está tornando o círculo de suspeitos cada vez mais restrito, apurou um blog local. A notícia vem em um momento de intensa pressão sobre as autoridades para identificar e punir os responsáveis pelo que está sendo chamado de um dos mais graves incidentes de segurança nas instalações militares brasileiras.

Cada militar com algum grau de controle ou fiscalização das armas está sendo responsabilizado e provavelmente enfrentará punições disciplinares. Segundo o Exército, essa medida deve ocorrer em breve.

metralhadoras
Imagem: Terra

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Quem são os responsáveis?

A investigação aponta para a participação de três militares na separação das armas no galpão de descarte, no transporte para um local já definido e na subsequente entrega. Existe a suspeita de que eles possam ter sido cooptados pelo crime organizado, segundo informações do blog.

O que sabemos até agora sobre o furto de metralhadoras?

No início do outubro de 2023, durante uma inspeção em seu Arsenal de Guerra, o Exército notou o sumiço de 13 metralhadoras de calibre .50, além de outras 8 metralhadoras de calibre 7.62. As metralhadoras calibre .50 são conhecidas por seu poder de fogo e alcance, capazes de derrubar até mesmo aeronaves.

Possível conexão com o crime organizado

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou que parte das armas roubadas foram oferecidas à maior facção criminosa do estado. O preço pedido para cada uma das armas era de R$ 180 mil. Para dar uma nova perspectiva a esse incidente, o Instituto Sou da Paz, informou que de janeiro de 2015 a março de 2020, apenas 27 armas do Exército foram roubadas, furtadas ou desviadas em todo o Brasil, tornando o roubo atual ainda mais alarmante.

O analista de Justiça e Segurança do Sou da Paz, Bruno Langeani, expressou sua preocupação com a gravidade do incidente atual, afirmando não só a quantidade das armas levadas de uma vez, mas também a potência delas são questões perturbadoras.

As investigações continuam em andamento e todas as forças de segurança estão engajadas na recuperação das armas e na prisão dos responsáveis. O incidente ressalta a necessidade de melhorar a segurança nas instalações de armazenamento de armas militares, bem como avaliar os protocolos atuais de gestão e acesso a essas armas.

Fonte: Metrópoles

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