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Militares suspeitos de desligarem intencionalmente rede elétrica do quartel do Exército; entenda o caso

Militares suspeitos de desligar rede elétrica de quartel em roubo de armas

Em uma nova reviravolta nas investigações sobre o roubo de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de Barueri, em São Paulo, peritos vinculados ao Exército encontraram vestígios de envolvimento intencional de militares na ação. Certos indícios apontam para a possibilidade de que a rede elétrica do local foi propositalmente desligada para facilitar o crime, desabilitando assim o sistema de segurança por câmeras.

O apagão teria acontecido entre os dias 5 e 8 de setembro, de acordo com notas divulgadas pelo Exército no dia 19 de outubro. As digitais de militares estacionados no quartel foram encontradas em diversos quadros de energia, intensificando a suspeita de participação interna no caso.

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Imagem: Carta Capital

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Apuração interna e indícios de falhas na segurança

Durante as investigações, foi descoberto que houve uma falha nos protocolos de segurança do local. O último registro de checagem das armas ocorreu no dia 6 de setembro. Após essa data, a única medida de segurança adotada pelos militares envolveu a verificação se as portas do depósito continuavam lacradas, negligenciando a confirmação da integridade do lacre numerado. Tracejado comindícios de arrombamento, o lacre foi detectado pelo subtenente apenas no dia 10 de outubro, quando houve a notificação da ausência das armas.

Os responsáveis por essa verificação estão sob investigação devido a possíveis infrações disciplinares. Futures apontam ainda para a participação do cabo, motorista do então diretor do Arsenal de Guerra, que não possuía autorização para acessar o local. As digitais do cabo foram encontradas na porta do depósito de armas.

O suspeito – motorista do ex-diretor do Arsenal de Guerra

O principal suspeito da operação, conforme indicado pelas investigações, é o motorista do diretor do Arsenal de Guerra. Supõe-se que o motorista teria utilizado a viatura oficial para retirar as metralhadoras do quartel discretamente. A viatura do diretor raramente é revistada, concedendo ao suspeito oportunidade de despistar qualquer suspeita de sua ação.

O então diretor, tenente-coronel Rivelino Barata de Sousa Batista, não consta como investigado no inquérito. No entanto, ele foi destituído do cargo e será transferido.

Andamento das investigações e recuperação das armas militares

As autoridades têm fé no progresso do caso e acreditam que as pistas até agora recolhidas são substantivas para solicitar à justiça a detenção dos suspeitos. O grupo de investigados se estende além do motorista, alcançando militares de diferentes patentes como sargento, cabo, soldado e tenente.

Das 21 armas roubadas, 17 foram recuperadas – sendo oito no Rio de Janeiro e nove em São Paulo. As forças armadas seguem na busca das quatro armas restantes, e espera-se que a quebra de sigilo bancário e fiscal auxilie no desvendamento da negociação das armas com o crime organizado.

Fonte: Jornal Nacional

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