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Ministério dos Povos Indígenas exige punição no caso das crianças ianomâmis amarradas e ameaçadas por garimpeiros

Ministério dos Povos Indígenas classifica como “inadmissíveis” denúncias de ameaças a crianças Yanomami por garimpeiros

O Ministério dos Povos Indígenas considerou “inadmissíveis” as acusações realizadas pela Hutukara Associação Yanomami, nesta última quarta-feira. Imagens alarmantes, captadas pela entidade, expõem crianças Yanomami sendo subjugadas e colocadas em perigo por garimpeiros na região conhecida por Hakoma.

De acordo com informações do Ministério, há movimentações conjuntas com outros órgãos governamentais para assegurar providências imediatas para a investigação, denúncia e punição dos indivíduos envolvidos neste caso.

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Imagem: Poder 360

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Por que as denúncias da Hutukara Associação Yanomami são importantes?

A Hutukara Associação Yanomami relatou ter obtido informações sobre a presença de garimpeiros na região no dia 19 de setembro. As imagens perturbadoras das ameaças sofridas pelas crianças indígenas foram trazidas a público de uma localidade com acesso à internet, o Papui. Em razão do isolamento da área onde ocorreram os abusos, a entidade afirmou não conseguir exatamente precisar data e desfecho da ocorrência.

Como as autoridades se posicionam diante do caso?

“A gravidade do incidente exige uma resposta rápida por parte das forças de segurança”, ressalta a Associação Yanomami em documento enviado ao Ministério Público Federal, à Funai, à Polícia Federal, ao Ibama, ao Exército e ao próprio Ministério dos Povos Indígenas.

No arquivo de vídeo, é notável um adulto mencionando a intenção de buscar uma espingarda. Segundo a Hutukara, as crianças seriam suspeitas de um suposto furto de celulares, que não teria sequer acontecido.

O que dizem as lideranças indígenas?

No começo de agosto, o líder e xamã do povo Yanomami, Davi Kopenawa, fez críticas ao governo, afirmando que o presidente Lula tem apresentado uma abordagem lenta com relação às ações na área da saúde e também na retirada dos invasores pelas forças de segurança nas comunidades distribuídas pelo estado de Roraima. Davi Kopenawa é pai do vice-presidente Associação Hatukara, responsável pela denúncia desta terça-feira.

— O Exército cruzou os braços, não quer saber de ajudar o meu povo, não quer saber de proteger a Floresta Amazônica. O governo tem que retirar os garimpeiros até acabar, até arrancar tudo. É isso o que nós precisamos — afirmou ainda Davi Kopenawa.

Ele também enfatizou que o governo tem demorado para lidar com os garimpos ilegais que invadem terras indígenas, um processo que, segundo ele, pode levar de quatro a cinco anos para ser solucionado.

Fonte: O Globo

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