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Nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro, fez campanha com miliciano condenado por homicídio em 2018

A nova ministra do Turismo, nomeada na posse do novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é acusada de fazer campanha junto com um miliciano condenado a 22 anos por chefiar uma milícia responsável por uma série de homicídios, incluindo um adolescente de 16 anos.

Daniela Carneiro aparece em fotos ao lado do miliciano Juracy Alvez Prudêncio, mais conhecido como Jura, entregando santinhos numa passeata na Baixada Fluminense durante as eleições de 2018. Na época do ocorrido, Jura estava cumprindo pena em regime semiaberto e conseguiu autorização da Justiça para trabalhar, foi quando ele ganhou o cargo de Diretor do Departamento de Ordem Urbana na Prefeitura de Belford Roxo, comandada pelo marido de Daniela, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho.

Além das fotos durante a campanha em que Daniela Carneiro foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, a atual ministra e o marido também posaram para outras fotos ao lado do miliciano em outras ocasiões, como por exemplo, uma festa infantil.

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Daniela Carneiro e Jura. Imagem: Chico Soares

A ligação da ministra com o miliciano

Juracy Alvez Prudêncio é ex-sargento da Polícia Militar, e segundo os autos processuais que resultaram na sua condenação, ele chefiava a milícia “Bonde do Jura”, acusada de uma série de homicídios na Baixada Fluminense. Ele está preso desde 2009, quando foi o principal alvo da Operação Descarrilamento, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Em 2020, uma investigação determinada pela Vara de Execuções Penais descobriu que Jura saía da cadeia para trabalhar no seu cargo na prefeitura de Belford Roxo, mas não comparecia, e mesmo assim, “lhe eram atribuídas as horas trabalhadas”.

Na época, o prefeito, marido da ministra Daniela, se defendeu sustentando que Jura “nunca tomou posse” e que o município “nunca pagou salários” a ele, pois o ex-PM cumpria “voluntariamente expediente na parte administrativa atendendo às demandas do órgão”. Após o caso vir à tona, Prudêncio não conseguiu mais autorização para sair da cadeia.

Fonte: Extra

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