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Ex-ministro Anderson Torres nega interferência em operações da PRF em seu depoimento à PF

Na tarde desta segunda-feira (8/5), durante uma entrevista na sede da Polícia Federal em Brasília, o ex-ministro Anderson Torres afirmou que não interferiu nas operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno das eleições do ano passado.

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Torres respondeu a todas as perguntas e enfatizou que não teve envolvimento na decisão das ações da corporação. Torres compareceu ao prédio por volta das 14h e ficou até as 17h. Diferentemente de sua oitiva em janeiro, onde ele preferiu permanecer em silêncio, desta vez ele respondeu a todas as perguntas.

A entrevista foi marcada para esclarecer informações sobre blitzen realizadas nos estados do Nordeste em outubro de 2022, durante a época das eleições.

Anderson Torres deixou temporariamente a prisão para comparecer pessoalmente ao prédio da PF e ser interrogado

O ex-ministro, que atualmente está detido no Batalhão de Aviação Operacional da Polícia Militar do Distrito Federal (Bavop), deixou temporariamente a prisão para comparecer pessoalmente ao prédio da Polícia Federal e ser interrogado.

A prisão do ex-ministro foi realizada devido a outra investigação que apura sua suposta participação nos ataques ocorridos em 8 de janeiro, quando extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes.

Após prestar depoimento, Torres foi levado de volta ao batalhão, conforme a determinação do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a entrevista, o ex-ministro afirmou que não interferiu nas atividades da PRF e que a entidade possui autonomia para decidir sobre as ações de fiscalização.

No dia da votação do segundo turno das eleições entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal realizou várias operações em vários estados, parando veículos como ônibus, carros e motocicletas.

Essas ações foram principalmente concentradas nos estados do Nordeste, onde o PT geralmente tem mais votos.

A Polícia Federal está investigando se essas abordagens foram feitas com o objetivo de impedir que os eleitores votassem, reduzir as chances de vitória de Lula e interferir no resultado das eleições.

O então Ministro da Justiça, André Mendonça, visitou a Bahia e se encontrou com dirigentes da Polícia Federal antes da votação em outubro.

Fonte: Correio Braziliense

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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