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MPF pede ao STF acesso aos relatórios da Abin sobre os atos de 8/1

O Ministério Público Federal pediu nesta terça-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine ao Congresso o compartilhamento de relatórios que recebeu da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Os documentos da Abin foram enviados à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso (CCAI).

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Nos relatórios, produzidos entre os dias 2 e 8 de janeiro, a agência teria alertado autoridades sobre a escalada da violência e o risco de ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.

Procurador do MPF requer que Moraes requisite à Abin o envio de cópias de todos os relatórios de inteligência produzidos entre 1ª e de janeiro de 2023

O pedido foi feito pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da Procuradoria-Geral da República (PGR), Carlos Frederico Santos, ao ministro Alexandre de Moraes, relator no STF das investigações sobre os atos golpistas.

Segundo Carlos Frederico Santos, os informes da Abin são “fonte de documentos que interessam à elucidação dos fatos em apuração”. Na avaliação do procurador, não cabe mais sigilo sobre esses relatórios.

No pedido, o procurador requer que Moraes requisite à Abin o envio de cópias de todos os relatórios de inteligência, relatórios informativos e registros de informação, produzidos entre 1º e 8 de janeiro de 2023, e que tenham relação com os atos praticados contra as sedes dos três Poderes, além de todos os relatórios remetidos à CCAI com o mesmo objeto, inclusive os mencionados nas matérias jornalísticas.

Fonte: Poder 360

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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