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Mudança de perspectiva e crescimento do crime organizado

O crime de descaminho, caracterizado pelo comércio de mercadorias autorizadas no país sem o devido pagamento de impostos, tornou-se o novo foco de investimento do crime organizado no Rio Grande do Sul. No passado, era tratado como alvo de ações isoladas, resultando na apreensão de produtos e na identificação de transportadores.

Lucratividade e baixo risco atraem o crime organizado

As autoridades agora alertam para uma mudança significativa na perspectiva do crime de descaminho.

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A ampliação da lucratividade devido à sonegação de tributos e o baixo risco de penalidades severas têm atraído organizações criminosas, antes envolvidas em atividades como tráfico de drogas e roubo de cargas.

Entrevista com delegado federal Cristiano Gobbo

polícia federal / crime organizado
Foto: reprodução

O delegado federal Cristiano Gobbo, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, revela que cerca de 50 inquéritos estão em andamento. Ele destaca a presença de capital robusto proveniente do crime organizado, financiando o descaminho e o contrabando de mercadorias.

Desvendando esquemas 

Em uma operação recente em Porto Alegre, a PF desmantelou um esquema que causou um prejuízo estimado de R$ 30 milhões aos cofres públicos. Outra operação em Pelotas revelou evidências mais contundentes da inserção do crime organizado no patrocínio do descaminho, abastecendo a Região Sul e contribuindo para o comércio na Rua 25 de Março, em São Paulo.

A Atuação das polícias rodoviárias

As polícias rodoviárias desempenham papel fundamental na fiscalização de cargas e na apreensão de mercadorias irregulares. Recentemente, foram interceptados caminhões que transportavam produtos importados ilegalmente, evidenciando a extensão do problema nas rodovias.

Consequências econômicas e sociais

O Chefe em exercício da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho alerta para os prejuízos diretos e indiretos, que ultrapassaram R$ 400 bilhões no país no ano passado. 

O impacto negativo na capacidade de setores econômicos em expandir atividades e gerar empregos é destacado pelo vice-presidente financeiro da Fecomércio-RS.

Combate e denúncias

Autoridades e especialistas destacam a importância da sociedade no combate ao crime organizado e crime de descaminho, incentivando a não aquisição de produtos ilegais e o envio de denúncias para a Receita Federal e órgãos de segurança pública.

Realidade virtual na repressão ao contrabando

A Receita Federal em Porto Alegre adota a tecnologia de realidade virtual para treinamento aduaneiro. Desenvolvida pelos próprios servidores, a imersão virtual permite um treinamento coletivo prático, visando aprimorar a conduta dos agentes na repressão ao contrabando e descaminho.

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