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Novas tecnologias genéticas permitiram avanço em mistério de 30 anos

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Um grande avanço na ciência forense que une DNA e sites de ancestralidade permitiu conectar uma irmã desaparecida procurada a um crime ocorrido há 30 anos.

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Shawna Beth Garber foi assassinada no início da década de 1990 e seu corpo permaneceu sem ser identificado por décadas.

Foi graças a evolução no rastreamento de DNA, que está revolucionando a maneira como os “cold cases”, isto é, casos arquivados, estão sendo solucionados nos EUA, é que a polícia pôde resolver esse mistério que perdurou 30 anos.

Shawna foi separada de seu irmão Rob, após serem enviados para a assistência social e colocados em famílias diferentes. Já adulto, Rob começou a tentar encontrar a irmã Shawna, mas acabou conhecendo a meia-irmã, Danielle Pixler, com quem desenvolveu uma amizade. Danielle, então, se uniu a Rob em busca de Shawna.

Já o corpo de Shawna foi encontrado em dezembro de 1990, em uma fazenda abandonada no Missouri e, segundo a polícia, ele estava tão decomposto que seria muito difícil identificá-la. O caso então se tornou mais um dos cerca de 250 mil assassinatos não resolvidos dos EUA.

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Sites de ancestralidade e solução de crimes

Os sites de genealogia, feitos para que as pessoas encontrem parentes há muito tempo separados, atuam da seguinte forma: o cliente coloca um cotonete de DNA no correio e, tempos depois, recebe uma lista de pessoas com quem compartilha genes.

Assim, a polícia pensou que se colocasse o DNA do assassino em um site de ancestralidade, obteria uma lista dos parentes do assassino.

Em novembro de 2020, de maneira oposta – visto que se tratava da vítima e não do criminoso, como vinha sendo feito – o caso de Shawna passou por esse processo, porém o DNA dela estava degradado e com contaminação bacteriana.

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Contudo, foi possível limpar o DNA de Shawna e criar um perfil genético apto a ser executado em sites de genealogia. Assim, os irmãos de Shawna, Danielle e Rob, foram encontrados e contatados.

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O caso do homicídio de Shawna ainda não foi solucionado, mas as descobertas na área da genética avançam semanalmente.

Vale dizer, entretanto, que esse método é muito recente e existe pouca regulamentação do seu uso. Caberá aos políticos estadunidenses legislarem sobre o tema, levando em consideração as crescentes preocupações com as controvérsias no âmbito da privacidade.

É preciso levar em consideração, também, que ainda não se sabe até que ponto os sites de genealogia aceitarão serem usados ​​para a resolução de crimes.

Quanto ao caso de Shawna, a polícia acredita que há chances de que seu assassino ainda esteja vivo e que novos avanços dessa tecnologia continuarão ajudando nas investigações.

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