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O acusador, muitas vezes, não tem noção da força de sua acusação!

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O acusador, muitas vezes, não tem noção da força de sua acusação!

Ontem fui testemunha de como muitas vezes o processo penal e acusação, diga-se Ministério Público, podem ser perversos e levianos nas acusações que fazem. Estava em uma audiência de instrução de um crime denunciado como tentativa de homícidio. O acusado sempre trouxe a versão de que a vítima estava com uma faca e que ele agiu em defesa, usando as mãos e um capacete pra se defender.

A faca nunca apareceu nos autos! Ouvidas as testemunhas, uma delas, arrolada pela defesa, traz a versão da existência de referida faca, relatando detalhes de onde ela estava – tal testemunha possuía antecedentes. Tão logo ela sai da sala, o Ministério Público solicita ao juiz que oficie a delegacia para que investigue o suposto crime de falso testemunho da testemunha.

A defesa, indignada, eis que achou um absurdo que a testemunha responda um procedimento tão somente por falar a verdade, discute em audiência e requer que o juiz traga o delegado para ser ouvido, já naquele momento. O pedido é deferido, a audiência é suspensa por alguns minutos, até que o delegado chega.

Indagado sobre a faca, ele relata que a arma teria sido entregue para a família da vítima, mas que havia ESQUECIDO de informar isso no processo!

Por pouco, a testemunha que foi falar a verdade não saí dali processada! Certamente, por ela já ter antecedentes, ao ser processada, chegaria com uma presunção de que estava mentindo e, possivelmente, seria condenada por falar a verdade!

Conclusão: o acusador, muitas vezes, não tem noção da força de sua acusação!

Testemunha salva por advogado e juiz diligente!


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