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Desolação e crime tomam conta! O centro de São Francisco é um aviso sombrio para o futuro de outras cidades

São Francisco: sinal alarmante para cidades norte-americanas pós-pandemia

Lugares outrora pulsantes de atividade, como o centro de São Francisco, na Califórnia, contam hoje um novo capítulo. São tempos de dificuldade para o gerente do Sams Cable Car Lounge, Jack Mogannam. Ele recorda dos dias em que seu bar se mantinha aberto até altas horas da madrugada, atraindo multidões de pessoas que se divertiam no bairro. Agora, o horário de funcionamento teve drástica redução, devido à diminuição do fluxo de pessoas, gerando queda nos negócios em torno de 30%.

Diante do cenário que se desdobra, tem sido notável o aumento de lojas fechadas ou com grandes faixas de “estamos fechando”. Nomes conhecidos como Uniqlo, Nordstrom Rack e Anthropologie já não podem ser encontrados por lá. E essa não parece ser uma realidade apenas de São Francisco, mas de diversas cidades dos Estados Unidos que, após a pandemia da COVID-19, precisam se reinventar para não sucumbir.

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A necessidade de diversificação

Com a quarentena decretada no início de 2020, as pessoas se viram obrigadas a deixar os centros urbanos e migrar para locais mais calmos – os subúrbios. Essa mudança de hábito se mostrou duradoura, mesmo após a flexibilização nas regras de distanciamento social.

Segundo Richard Florida, especialista em planejamento urbano da Universidade de Toronto, as regiões centrais devem se transformar em pontos de confluência para as pessoas ao longo do dia, como centros de inovação, entretenimento e lazer.

Como está a situação em São Francisco?

Um estudo conduzido pela Universidade de Toronto sobre 63 centros urbanos na América do Norte colocou a cidade de São Francisco na última posição em termos de retomada às atividades pré-pandêmicas. A frequência semanal nos escritórios da cidade permanece abaixo de 50% e as viagens de metrô registraram queda de 67%.

De maneira geral, as cidades que dependiam fortemente do turismo internacional e da força de trabalho no setor tecnológico foram as que mais sofreram com esse cenário, uma vez que essas atividades foram fortemente afetadas durante a pandemia. Porém, mesmo cidades que já enfrentavam dificuldades nos centros urbanos antes da pandemia, como Indianápolis e Cleveland, vivenciam situações semelhantes.

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E o que está sendo feito para mudar essa realidade?

Em São Francisco, as autoridades locais ampliaram as regras de zoneamento do centro para permitir locais de uso misto: escritórios em andares superiores e entretenimento no térreo. Além disso, as regras foram revisadas também para facilitar a conversão de escritórios existentes em residências. Na tentativa de melhorar a mobilidade e atrair novos negócios, a prefeita da cidade, London Breed, anunciou recentemente um investimento de US$ 6 milhões na modernização de um trecho de três quarteirões em uma popular linha de bonde.

Apesar de desafiador, nesse cenário é crucial que as cidades encontrem maneiras de diversificar suas atividades e atrair públicos diversos, para garantir que seus centros urbanos voltem a ser espaços de convívio e vida.

Redação

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