• 15 de dezembro de 2019

O mercado jurídico não tem mais espaço para o modelo de advocacia “clínica geral”

 O mercado jurídico não tem mais espaço para o modelo de advocacia “clínica geral”

O mercado jurídico não tem mais espaço para o modelo de advocacia “clínica geral”

Desde quando fora concedido aos advogados o título de “Doutor”, sempre fora tal nomenclatura utilizada como honraria, uma diferenciação.

Há tempos atrás, país desejavam que seus filhos fossem advogados pelo status que por si só o exercício da profissão lhes trazia.

Diante deste contexto, àquela época, bastava que o sujeito fosse advogado para ter uma posição de destaque em meio a sociedade.

Por isso era comum vermos, em frente a escritórios de advocacia, placas contendo os seguintes dizeres:

Advocacia Cível, Criminal, Trabalhista e Previdenciária.

Traçando um paralelo para com a Medicina, é o que podemos chamar de ADVOCACIA CLÍNICA GERAL, através da qual o profissional do Direito atendia a toda e qualquer demanda que lhe era trazida, não sendo efetivamente especialista em qualquer das áreas que atuava.

O novo mercado jurídico

Contudo, com a evolução da sociedade e do crescente números de advogados no país, segundo dado coletados da OAB Nacional, chegamos a 1.163.475 (um milhão, centro e sessenta e três mil, quatrocentos e setenta e cinco) profissionais em todo o país.

Então, como se destacar em meio a um mercado de vastas opções profissionais?

A resposta é simples: devemos ter em mente que atualmente há uma grande oferta de profissionais no mercado, que não mais comporta a atuação no modelo de advocacia “clínica geral”. Então, é essencial que, para nos destacarmos, sejamos especialistas em determinada área.

Hoje a exigência do mercado e das demandas é tão grande, que, mais uma vez, assim como na Medicina, temos que nos tornar “especialistas dos especialistas”. Ou seja, na área criminal, por exemplo, especialista em crimes tributários, crimes contra a vida, Lei de Drogas, lavagem de capitais, dentre outros.

Mas, aí, a pergunta que não quer calar: isso não limitaria a atuação do advogado?

Muito pelo contrário: temos que ter em mente que aquele que é especialista em algo se torna referência naquele assunto e com isso naturalmente ocupará posição de destaque.

Neste mesmo raciocínio, nada impede que eu escritório tenha vários profissionais com especialidades em ramos diferentes do direito criminal atuando todos juntos, o que definitivamente não apenas eleva o nível técnico das defesas apresentadas, mas também a segurança passada ao cliente ao ser defendido por um especialista naquela demanda.

Hoje, apenas o fato de ser advogado não é como tempos atrás por si só sinônimo de honraria, com o grande aumento de universidades em todo o pais, o números de profissionais aumentou significativamente, e devemos ter em mente já ao sair da faculdade que devemos não só escolher uma área de atuação, mas também se tornar referência na defesa de certos tipos de demanda, acompanhando assim a evolução cultural e social relacionada ao exercício da nossa profissão.


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Mariana Galli

Advogada criminalista