• 27 de novembro de 2020

O que aprendi após ser humilhada por um juiz de Direito

 O que aprendi após ser humilhada por um juiz de Direito

O que aprendi após ser humilhada por um juiz de Direito

O mundo parou naquele momento, e a sensação era que não mais voltaria ao normal dominou meu coração! Ofensas e palavras depreciativas foram ditas por um magistrado a mim durante uma audiência de instrução. Foram segundos que pareciam ter durado toda a eternidade e eu, verdadeiramente, não acreditava que estava passado por uma situação tão desagradável.

A falta de educação e postura, que independem de estudo ou nível hierárquico, tomou de conta de um magistrado experiente que teria a obrigação de saber conduzir a situação. E eu, com toda a minha inexperiência de primeira audiência, pedi licença da sala e sai em choque!

Pensei em invocar prerrogativas, mas me deparei com um colega advogado, com anos de profissão, rindo com deboche da situação que eu acabara de passar! Foi um show de horror. Mas eu não estou no mundo a passeio e logo lembrei de tudo que tinha passado para estar ali, naquele momento! (Podem apostar, foi muito pior do que um magistrado sem educação e postura profissional ou um advogado medíocre!)

Segui em frente, de cabeça erguida! (Tá! No carro, eu chorei! Muito! Mas no carro!) E daquele momento em diante disse a mim mesma:

A advocacia só depende de mim! Então, não existe a menor possibilidade de dar errado! Não tem juiz, promotor, delegado, advogado… nada que seja melhor do que eu! E todos terão de mim exatamente o que me der! Se achar ruim minha grosseria, seja educado!

Esse revés poderia ter me levado para o fundo do poço se considerar o momento inicial da carreira! Mas não! Eu disse:

Vou encontrar com eles novamente! E a situação será diferente!

Abri meu escritório com a determinação que sempre tive e segui dando meu melhor! E não é que aconteceu!? Do juiz consegui sentenças favoráveis e reformar muitas outras… e um belo dia em uma audiência, quando ele interrompeu a minha fala eu disse para ele calar! Ele disse: eu sou uma autoridade! Eu disse: não se trata de ser autoridade, MAS DE TER EDUCAÇÃO!

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Amanda Martins

Advogada criminalista