“O que vou ser quando crescer?”: amante das Ciências Criminais


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Por Gabriela Garcia Damasceno


Há dezesseis anos, passei pelo primeiro grande dilema de minha vida: achar uma resposta para a retórica pergunta sobre “o que eu queria ser quando crescer”. Dentro daquele imenso leque de opções (que incluía a medicina, queridinha de quase todos os pais), optei por fazer Direito e ser mais um dos milhares de bacharéis que são despejados no mercado de trabalho de seis em seis meses no Brasil.

Em que pese ser um curso muito bem visto e que dá ao bacharel uma gama considerável de possibilidades profissionais, fato era que eu não queria ser apenas mais um e, por isso, inúmeras dúvidas surgiram pelo caminho e, a busca pela tão sonhada felicidade (na seara profissional) parecia algo intangível.

Depois de todos estes anos, poder trazer ideias e discussões no Canal Ciências Criminais mais parecem aqueles momentos em que alcançamos  algo parecidos com nossos amores platônicos da infância. Um canal de discussões francas criado em agosto de 2014 que, no mundo globalizado contemporâneo, rompe as fronteiras naturais e possibilita que pessoas do Brasil e do mundo possam dar suas colaborações ao desenvolvimento da cultura jurídica brasileira.

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Entretanto, por trás de toda essa euforia, há a responsabilidade de trazer a tona algo que possa realmente ser relevante no universo dos apaixonados pelas ciências criminais. E acredito que hoje, acumulada a experiência de vida obtida, sobretudo, com alguns anos de docência e de atuação como Delegada de Polícia na cidade de Uberlândia (segunda maior cidade de Minas Gerais), certamente em muito poderei corroborar.

Por isso, convido o meio acadêmico para que venha acompanhar minha jornada neste meio de comunicação, participando das discussões aqui propostas. Nelas, em que pese o espaço sucinto, buscarei não só trazer temas da atualidade para uma análise jurídica e crítica, como também apresentar pontos práticos que não vêm expostos nos manuais jurídicos, mas que são salutares quando se dá início ao sexto ano do curso de Direito.

Todas as segundas estarei com vocês leitores da net para tratarmos de novos temas buscando o engrandecimento jurídico, a lapidação crítica e, mormente, as responsabilidades éticas necessárias para que possamos nos desenvolver enquanto humanidade. Na próxima semana falaremos da Lei do Feminicídio e suas alterações no ordenamento jurídico brasileiro. Aguardo a participação de todos nesse novo projeto certa de que, apenas pela educação e pelo desenvolvimento do nosso senso crítico, estaremos auxiliando a construção de algo melhor.

E para aquela pergunta retórica de sempre: “o que vou ser quando crescer?”, fica a ideia de que, por mais que os anos passem, não somos nada, mas sim algo em contínua construção na busca pelo conhecimento.

_Colunistas-gabrielagarcia

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