ArtigosDireito Penal

Emasculado, decapitado e queimado: o trágico desfecho do menino Rhuan

menino Rhuan

Emasculado, decapitado e queimado: o trágico desfecho do menino Rhuan

Dentro das cadeiras em direito, vivenciamos as experiências do Direito Penal que, glamoures à parte, sempre trazem histórias muitas vezes trágicas a todos os envolvidos. Hoje falaremos da violência e crueldade cometida contra Rhuan Maycon da Silva Castro, uma criança de oito anos que não teve a proteção dentro do seio familiar.

Pelo que foi apurado ao longo do inquérito, concluído em 11 de junho de 2019, Rhuan sofreu violências por quem clamava de mãe. Após a genitora perder uma batalha judicial de guarda para o então pai do garoto, ela o sequestrou e deu inicio às barbáries até o trágico fim do menino em 31 de maio de 2019.

Um crime brutal

O inquérito apontou que ele havia sofrido emasculação. Sua mãe, acompanhada de sua companheira, por questões ideológicas ou religiosas, extirpou sua genitália sob a justificativa de que não aceitava que o menino fosse do sexo masculino. Proibido de frequentar a escola, com a justificativa de ocultar sua castração, o garoto viveu um ano dentro de casa até que certo dia seu trágico fim chegou.

Relata o inquérito que ele levou uma facada nas costas e 11 no tórax. Além da decapitação, teve seu esquartejamento e, após isso, sua fervura para que a pele descolasse dos músculos, dificultando, assim, sua identificação. Após tal perversão, seu corpo foi cremado em uma churrasqueira. O relatório final do órgão competente apontou que o crime foi todo realizado dentro da sua residência.

Sem adentrar na opção/posição sexual daqueles identificados como autores da barbárie, busco aqui trazer uma reflexão aos leitores: a que ponto chega a perversidade humana?

O trágico desfecho do menino Rhuan

Este não é o primeiro caso de emasculação no Brasil. Entre 1989 e 1993, um famoso caso teve repercussão internacional, sendo denominado como o caso dos meninos emasculados em Altamira (PA). Este crime contou com 19 garotos vitimados, sendo 11 mortos, três extirpados vivos e mais cinco desaparecidos. Suas idades variavam dentre 8 a 14 anos quando foram sequestrados e tiveram suas genitálias extirpadas.

A reflexão a se fazer é: até que ponto a perversão humana está caminhando com esses trágicos desfechos – desfechos estes, sem dúvida, que não oferecem quaisquer explicações convincentes?

O inquérito concluiu que Rosana Auri da Silva Cândido (mãe) e Kacyla Pryscila (companheira), apontadas como autoras do crime, cometeram as seguintes infrações penais: homicídio qualificado pelo motivo da tortura, ocultação de cadáver, fralde processual e lesão corporal gravíssima. Segundo a polícia, elas estão presas desde 1 de junho de 2019 à disposição da justiça.


Quer estar por dentro de todos os conteúdos do Canal Ciências Criminais?

Então, siga-nos no Facebook e no Instagram.

Disponibilizamos conteúdos diários para atualizar estudantes, juristas e atores judiciários.

Autor

Rodrigo Motta

Advogado criminalista
Continue lendo
Receba novidades em seu e-mail