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ONGs solicitam investigação sobre possíveis crimes de guerra de Putin em Ucrânia

As organizações não governamentais (ONGs) Human Rights Watch e Truth Hounds, que atuam na área de direitos humanos, divulgaram um relatório nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, a respeito de um conflito recente.

O documento apresentado pelas duas ONGs solicita investigação sobre “crimes de guerra aparentes” que podem ter sido cometidos pelo presidente russo, Vladimir Putin, e outras autoridades russas durante a ofensiva na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia. A ofensiva resultou na morte e ferimento de milhares de civis.

ONGs solicitam investigação sobre possíveis crimes de guerra de Putin em Ucrânia
Foto: Aris Messinis/AFP

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O cenário em Mariupol

Mariupol é estratégica no plano do Kremlin que visa unir os territórios do Donbass, leste ucraniano, à península da Crimeia, já anexada em 2014. Durante a ofensiva russa, autoridades locais denunciaram mortes de civis por bombardeios, além da falta de eletricidade, água e comida.

O relatório descreve a ofensiva à cidade portuária como uma “história de terror”. Os ataques danificaram ou destruíram 18 edifícios, matando e ferindo civis. Segundo as ONGs, não encontraram evidências de presença militar ucraniana significativa perto das estruturas atingidas.

A análise de fotos, vídeos e imagens de satélite mostra que centenas de mortes foram ocasionadas pelo conflito. Embora não haja informação exata sobre quantas dessas pessoas eram civis, é estimado que pelo menos 8.000 pessoas tenham morrido devido ao conflito ou por causas relacionadas à guerra.

Pedidos das ONGs às autoridades internacionais

Dentre as recomendações das ONGs, está o pedido de investigação sobre “aparentes crimes de guerra” que podem ter sido cometidos pelas autoridades russas. Elas pedem que esses indivíduos sejam processados por seus possíveis papéis em graves violações cometidas em Mariupol.

A Human Rights Watch e a Truth Hounds também afirmam que a Rússia obstruiu diversas tentativas de entregar ajuda humanitária a Mariupol e organizar a retirada de civis, o que aprofundou a crise na cidade.

Ida Sawyer, diretora de crises e conflitos da Human Rights Watch, afirma que “organismos internacionais e governos comprometidos com a justiça deveriam se concentrar em investigar as altas autoridades russas”.

Investigação em andamento

Apesar dos desafios na investigação de crimes de guerra em áreas inacessíveis pela ocupação russa, Roman Avramenko, diretor-executivo da Truth Hounds, afirmou que a investigação busca garantir que esses crimes nunca sejam esquecidos e que os perpetradores enfrentem a justiça.

O relatório ainda alerta que as forças ocupantes russas estão eliminando características da identidade ucraniana na cidade e exigindo que os residentes obtenham passaportes russos para se candidatarem a certos empregos e benefícios, violando assim os direitos desses cidadãos.

Os esforços para investigar e punir os crimes de guerra cometidos em Mariupol continuam, enquanto as organizações internacionais seguem trabalhando para trazer justiça e responsabilidade às vítimas deste conflito.

Fonte: Jornal de Brasília

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