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Os 10 traços de um serial killer

Os 10 traços de um serial killer

Calma! Não é necessário romper amizades e namoros. Tampouco há motivo para se desesperar caso se identifique com uma ou mais características abaixo elencadas. Sinais são apenas sinais. Não queremos dar um ar lombrosiano (positivista) no Canal. São apenas vestígios já identificados em estudos empíricos.

Noutras palavras, é possível que um serial killer tenha todos estes atributos; da mesma forma que não seria surpreendente se não os tivesse. As características abaixo foram identificadas a partir de uma amostra de 34 sádicos assassinos sexuais, todos homens e em sua maioria brancos.

A pesquisa é da lavra de Robert Ressler – a quem muitos lhe imputam a autoria do termo serial killer – e John Douglas, da Universidade de Ciência Comportamental do FBI, juntamente com os professores Ann W. Burgess e Ralph D’Agostino. Seguem, então, os temidos perfis (SCHECHTER, 2013, p. 36):

1) A maioria é composta por homens brancos e solteiros;
2) Normalmente possuem um QI acima da média – “superdotados”;
3) Conquanto sejam inteligentes, possuíram um fraco desempenho escolar e irregularidade em empregos – a ponto de não possuírem sucesso profissional;
4) Conviveram em um ambiente familiar conturbado. Alguns foram abandonados por seus pais ainda quando pequenos e se criaram em lares desfeitos e disfuncionais dominados por suas mães;
5) Fatores hereditários ligados a históricos de alcoolismo, mazelas psiquiátricas e históricos criminosos em suas famílias;
6) Normalmente sofreram, quando menores de idade, abusos psicológicos e físicos, na maioria das vezes consistentes em violências sexuais;
7) Dificuldade em lidar com figuradas de autoridades masculinas – mormente em razão do ressentimento e mágoa proveniente da distância da figura paterna;
8) Manifestação de problemas mentais em idade precoce e, não raras vezes, são internados em instituições psiquiátricas ainda quando crianças;
9) Isolamento da sociedade e constate ódio por tudo e por todos – incluindo a si próprio;
10) Perversão precoce na sexualidade degenerada – obcecados por fetichismo, voyeurismo e pornografia violenta.

Vou repetir: não são traços categóricos e definitivos. A maioria dos serial killers apresentam esse perfil, o que não significa dizer que uma criança que fora molestada sexualmente na juventude tende a ser um assassino em série. Além de traumas, há o fator genético que também pode ser significativo na anatomia do mal. Seja como for, eles estão aí – e parece que nos farão companhia por um longo tempo.

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Henrique Saibro

Advogado. Mestrando em Ciências Criminais. Especialista em Ciências Penais. Especialista em Compliance.

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