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Os Canibais de Garanhuns: trio matou duas mulheres e vendeu salgado recheado com carne humana

Caso macabro de Canibais de Garanhuns: um relato detalhado dos fatos

Em um caso que intriga a sociedade até os dias de hoje, os chamados Canibais de Garanhuns chocaram o país através de uma sequência de crimes brutais que culminaram em um evento trágico de canibalismo e ritualismo. Esta é uma história tão peculiar e grotesca que parece mais um roteiro de filme de terror do que a realidade de uma pequena cidade no agreste de Pernambuco. Vamos nos aprofundar mais nos detalhes deste caso?

A história, que parece extraída dos contos mais sombrios de terror, ficou conhecida quando a desaparição de Giselly Helena da Silva, foi denunciada por seus parentes. O primeiro indício da participação do misterioso trio nesse crime se deu através do rastreamento das compras realizadas com o cartão de crédito da vez. O uso indiscriminado do cartão nas lojas de Garanhuns foi o ponto de partida para a investigação policial.

Canibais de Garanhuns
Imagem: reprodução/ Anna Tiago/G1

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Quem eram os Canibais de Garanhuns?

Jorge Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, foram identificados como os autores dos crimes. Eles foram acusados de matar ao menos duas mulheres e esconder seus corpos em um quintal da residência onde conviviam. As ações deste grupo, entretanto, estremeceram ainda mais a sociedade quando foi revelado que eles utilizavam a carne humana das vítimas para rechear os salgados que vendiam na cidade.

Um caso de seita religiosa?

Além do consumo e venda da carne de suas vítimas, os Canibais de Garanhuns pertenciam a uma seita conhecida como Cartel, que pregava a purificação do mundo e a diminuição da população. Em meio a esta trama macabra, uma das vítimas era mãe de uma criança de cinco anos que viveu com os acusados durante o período dos crimes.

Canibais de Garanhuns
Imagem: reprodução/ Noticias R7

Qual foi o desfecho deste caso chocante?

No ano de 2014, os Canibais de Garanhuns foi julgado e condenado a mais de 20 anos de prisão. No entanto, em 2018, após um júri popular, a sentença final foi estipulada em 71 anos de prisão para Jorge e Bruna Cristina, e 68 anos para Isabel. Atualmente, segue sob a tutela da Secretaria Executiva de Ressocialização, cumprindo as penas em regime fechado. Isabel e Bruna estão detidas na Colônia Penal Feminina de Buíque, enquanto Jorge cumpre sua condenação na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá.

Este caso, que marcou a história criminal brasileira de forma tão impactante, é um lembrete da importância da contínua vigilância e investigação para garantir a segurança e justiça para todos os cidadãos.

Redação

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