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Hans Schmidt: conheça a história do padre ‘demoníaco’ que assassinou a amante e bebeu seu sangue

Hans Schmidt: O infame padre serial killer do século 20

Na virada do século 20, uma figura sombria chegou às manchetes dos Estados Unidos. Hans Schmidt, ou como é mais frequentemente lembrado, o “padre assassino”, deixou um rastro de brutalidade e morte ao longo de sua jornada.

Schmidt foi o primeiro padre na história dos EUA condenado à morte na cadeira elétrica. No entanto, apesar de muitos de seus crimes permanecerem ofuscados na nebula da história, um deles continuará para sempre estampado nas páginas dos livros de crime: o assassinato frio e a desmembramento de sua amante, Anne Aumuller.

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Quem foi Hans Schmidt?

Nascido em 1881 na cidade alemã de Aschaffenburg, Schmidt exibia desde cedo sua afeição perturbadora pelo macabro. Passando tardes assistindo a processos de matança de animais em um matadouro local, ele também gostava de brincar de padre com um amigo imaginário.

Aos 25 anos, por volta de 1904, Schmidt começou sua carreira religiosa. No entanto, frequentes conflitos com líderes católicos levaram à sua realocação para os Estados Unidos em 1908. Subsequentemente, ele foi contamente transferido para diferentes igrejas em vários estados americanos.

O caso de Anne Aumuller

Enquanto servia na Igreja St. Boniface em Manhattan, Schmidt conheceu e começou um relacionamento romântico com a empregada austríaca Anna Aumuller. Apesar de seus votos de celibato, Schmidt não só manteve o caso em segredo, mas também se casou secretamente com Aumuller numa cerimônia que ele mesmo conduziu. No entanto, o conto de fadas acabou em pesadelo quando Aumuller revelou que estava grávida.

Temendo que seu romance poderia destruir sua carreira religiosa, Schmidt assassinou brutalmente Aumuller com um golpe afiado na garganta e desmembrou seu corpo usando uma serra. Ele enrolou os restos da vítima em um saco gravado com a letra “A” antes de jogá-la no Rio Hudson.

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A descoberta do crime

Todavia, o assassinato brutal não permaneceu oculto por muito tempo. Três dias após o crime as partes superiores do corpo de Aumuller foram descobertas por duas crianças ao longo do rio Hudson. O crime ainda estava fresco no apartamento alugado por Schmidt, onde a polícia encontrou manchas de sangue nas paredes e no chão, bem como uma faca e uma serra que foram usadas no assassinato escondidos dentro de um baú.

Diante das evidências contundentes e diante do interrogatório policial, Schmidt não teve escolha senão confessar o crime, justificando seu ato dizendo: “Eu a amava. Os sacrifícios deveriam ser consumados em sangue”.

O fim de um terror

Embora Schmidt tenha sido condenado e sentenciado à morte por seu horrendo ato contra Aumuller, outras atividades criminosas vieram à tona durante a investigação. Foi descoberto que Schmidt também operava uma impressora que produzia notas falsas de 10 dólares e estava planejando cometer homicídios para lucrar com seguros de vida. Além disso, ele foi apontado como o assassino de uma menina de nove anos, cujo corpo foi descoberto desmembrado de maneira semelhante à de Aumuller.

Finalmente, em 18 de fevereiro de 1916, Schmidt encontrou seu destino final quando foi executado por eletrocussão na prisão de segurança máxima Sing Sing, em Nova York, anunciando o fim da sombria saga de um padre serial killer.

Redação

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