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Arquidiocese de São Paulo investiga Padre Lancellotti por alegações de assédio sexual

A arquidiocese de São Paulo investigará alegações de assédio sexual contra o Padre Júlio Lancelotti

A Arquidiocese de São Paulo vai investigar as alegações de assédio sexual feitas contra o padre Júlio Lancellotti. As acusações vieram à tona recentemente, e foram seguidas de novos laudos periciais que motivaram a investigação.

Em uma declaração à Folha de S.Paulo, o Padre Lancellotti negou veementemente todas as acusações, descrevendo-as como “totalmente falsas e sem fundamento”. Ele expressou confiança de que a investigação da Arquidiocese esclarecerá a verdade dos fatos.

Arquidiocese de São Paulo investiga Padre Lancellotti por alegações de assédio sexual
Imagem: Eduardo Knapp

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As Acusações contra o Padre Lancellotti

Em artigo publicado pela Revista Oeste em janeiro, foi incluindo detalhes de um vídeo que supostamente mostrava o Padre Lancellotti se masturbando na frente de um menino. Os peritos Reginaldo e Jacqueline Tirotti confirmaram a autenticidade do vídeo, que data de 2019.

A dupla de peritos analisou a conservação dos arquivos, os frames dos filmes, realizou exames prosopográficos, inspecionou os áudios e, ao fim, comprovou a autenticidade do material.

Repercussões e próximos passos

Este caso provocou choque e preocupação nos círculos políticos locais e levou a Arquidiocese de São Paulo a aceitar a denúncia contra o Padre Lancellotti. O material com as denúncias e a perícia também foi entregue ao Ministério Público, à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ao Vaticano, embora o andamento da denúncia nesses órgãos ainda não seja conhecido.

O Padre Lancellotti é bem conhecido por seu trabalho ativo e apaixonado em defesa dos desabrigados e do povo de rua. Como resultado, ele tem o apoio de muitos dentro e fora da Igreja, que aguardam ansiosamente os resultados da investigação.

Além disso, alegações de um ex-coroinha que afirma ter sido assediado sexualmente pelo padre em 1987 também contribuíram para a complexidade do caso. O jornalista Cristiano Gomes, na época com 11 anos, afirma ter sido assediado pelo padre, em um incidente que teria ocorrido na Paróquia São Miguel Arcanjo.

No final de sua mensagem à Folha de S.Paulo, o Padre Lancellotti expressou a esperança de que a investigação resultará em um “futuro que extirpe o ódio aos pobres das nossas ruas e dos nossos corações”.

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