Noticias

Pastora apontada como líder de esquema que prometia ganho de um ‘octilhão’ de reais é presa

Golpe envolvendo a pastora teria movimentado R$ 156 milhões

A Polícia Civil do Distrito Federal tem um novo caso de estelionato para investigar: uma pastora de 63 anos (com identidade mantida em sigilo) é considerada uma das peças-chave do golpe que, segundo a polícia, movimentou cerca de R$ 156 milhões em 5 anos. Ela seria a administradora do esquema e estaria associada ao pastor Osório José Lopes Júnior, apontado como líder do grupo criminoso.

Em uma entrevista concedida ao programa ‘Encontro’, da TV Globo, no dia 21 de janeiro de 2023, o delegado responsável pelo caso, Marco Aurélio Sepúlveda, contextualizou o papel da religiosa na operação fraudulenta. De acordo com o delegado, ela teria assumido a função de captar vítimas e investimentos para o projeto ilícito.

suspeito de aplicar golpe milionario em fieis usava nome do banco central e do fmi para convencer vitimas
Polícia apura caso de pastora apontada como líder de golpe. Imagem: Costa Oeste News

Leia mais:

Juiz é afastado do cargo por participar de grupo no WhatsApp que fomentava golpe de estado

Promotor que comparou advogada a ‘cadela’ é afastado do cargo

Como funcionava o sistema de captação de vítimas feito pela pastora?

A investigação aponta que a pastora utilizava seu vínculo com a comunidade religiosa para recrutar novas vítimas. Utilizando a teoria conspiratória denominada “Nesara Gesara”, o grupo liderado pelo pastor Osório induzia os fiéis a acreditar que estavam sendo “abençoados a receberem grandes quantias”, através de lucros prometidos da ordem de “um octilhão” de reais. Para sustentar o esquema, foram criadas pelo menos 40 empresas fantasmas e movimentadas mais de 800 contas bancárias sob suspeita.

Ação conjunta entre polícias de diferentes estados

No dia 20 de janeiro, após a polícia do Distrito Federal receber informações de que a pastora estaria na casa da filha, em Santa Catarina, a Polícia Civil catarinense foi acionada para prestar apoio operacional, uma vez que o mandado deveria ser cumprido no Distrito Federal. Essa operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT/DECOR).

Golpes realizados através da internet

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a principal ferramenta do grupo para a realização dos golpes eram as redes sociais. As vítimas eram convencidas a investir suas economias em falsas operações financeiras e projetos humanitários inexistentes. O grupo criminoso seria composto por aproximadamente 200 integrantes, incluindo vários pastores. Eles são acusados de prometer retornos financeiros “imediatos e astronômicos”, chegando ao absurdo de garantir a possibilidade de transformar um depósito de R$25 em até um “octilhão” de reais.

O golpe, sendo investigado por sua amplitude e audácia, é mais um lembrete da importância de diligência na verificação de investimentos e do cuidado com promessas de retorno financeiro fácil e rápido, especialmente através da internet.

Fonte: G1

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo