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PGR denuncia governador do Acre por cinco crimes e prejuízo MILIONÁRIO aos cofres públicos

Nesta terça-feira (28), o governador do Acre Gladson Cameli (PP) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Além dele, outras doze pessoas também foram denunciadas pelo órgão, incluindo sua esposa, dois irmãos, servidores e empresários.

Todos foram acusados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. A PGR também solicita o afastamento do governador.

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Foto: ContilNet

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A denúncia foi apresentada por Carlos Frederico Santos, subprocurador-geral da República, ao Supremo Tribunal de Justiça (STF). O caso está sendo acompanhado pela ministra Nancy Andrighi.

Crimes ocorrem há quatro anos e causaram prejuízos financeiros

O caso está ligado às investigações da operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e PGR, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A operação integrada apurou um esquema de desvio de recursos públicos e de lavagem de dinheiro.

Os crimes tiveram início em 2019 e teriam causado um prejuízo de aproximadamente R$ 11,4 milhões aos cofres públicos, segundo a denúncia.

Segundo a PGR, Cameli comandou um esquema de fraude de licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, por meio de contratação fraudulenta de empresas.

Durante a operação, foram encontradas supostas irregularidades na contratação da empresa Murano Construções LTDA, que teria recebido R$ 18 milhões dos cofres públicos para a realização de obras de engenharia viária e de edificação.

Conforme a denúncia, a Murano contratou empresas para tocar as obras contratadas. Uma das companhias subcontratadas teria como sócio um irmão do governador.

“De acordo com as investigações, a empresa Murano Construções e empresas subcontratadas – uma das quais tem como sócio Gledson Cameli, irmão do governador – teriam pagado propina ao chefe do executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões, por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo”, disse a PGR.

A PGR afirmou que o esquema teria causado um sobrepreço de R$ 8,8 milhões, além de um superfaturamento de R$ 2,9 milhões nos serviços contratados pelo Acre com a Murano.

Defesa do governador se manifesta

De acordo com a nota divulgada pela defesa de Cameli, o pedido de afastamento do governador seria “arbitrário e absurdo”

“Não há nenhum fato novo que justifique esse pedido de afastamento. Ele decorre de um outro pedido que já tinha sido indeferido pelo Superior Tribunal de Justiça. É além de tudo, ele foi feito na vagância do cargo de procurador-geral da República”, diz a nota assinada pelo advogado Pedro Ivo.

A defesa afirma ainda que “toda a investigação é toda ilegal” e diz que a operação foi feita pela Polícia Federal de Cruzeiro do Sul não tinha competência para investigar o governador Gladson Cameli. Além disso, cita que houve a quebra de sigilo do filho do governador de apenas 7 anos.

“É não há nenhuma ilegalidade atribuível ao governador Gladson Cameli. As obras foram todas executadas e entregues ao povo do Acre, que reelegeu Gladson Cameli no primeiro turno. Esse pedido de afastamento é uma afronta ao mandato conferido pelo povo do Acre. O governador Gladson Cameli confia no Poder Judiciário, Superior Tribunal de Justiça e fará sua defesa e tem a convicção que esse pedido ao final será indeferido”, encerra a nota.

Fonte: CNN Brasil

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