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Polícia de Nova York está coletando DNA de pessoas interrogadas (e elas nem sabem disso)

Polícia de Nova York está coletando DNA de pessoas interrogadas (e elas nem sabem disso)

O Departamento de Polícia de Nova York está acumulando um enorme banco de dados de DNA. Em síntese, já são milhares de perfis genéticos coletados no banco. De acordo com o The New York Times, amostras de DNA foram obtidas de presos condenados e até mesmo de pessoas que foram simplesmente interrogadas.

Polícia de Nova York está coletando DNA sem autorização

Só para ilustrar: o material vem sendo coletado pelos policiais a partir de xícaras de café, cigarros e bordas das garrafas de água. Conforme o The New York Times, a cidade tem 82.473 pessoas em seu banco de dados. Muitos dessas pessoas simplesmente não têm ideia de que sua informação genética está lá. De acordo com o jornal,

O banco de dados de DNA da cidade cresceu quase 29% nos últimos dois anos e agora tem 82.473 perfis genéticos, tornando-se uma ferramenta potencialmente potente para a aplicação da lei, mas que opera com pouca ou nenhuma supervisão.

A prática expôs o Departamento de Polícia ao escrutínio sobre como o material genético é coletado, levantando discussões sobre direitos fundamentais de indiciados. Entre deles, a violação de privacidade por meio de intervenções corporais não autorizadas judicialmente. Os policiais coletavam algumas amostras de DNA sem nem mesmo dizer às pessoas interrogadas.

Dermot F. Shea, chefe de investigação do Departamento de Polícia de Nova York, disse que não há nada ilegal. Conforme ele, os policiais estavam envolvidos em táticas legalmente permitidas na construção do banco de dados. Além disso, revelou que a polícia não estava apenas “coletando indiscriminadamente DNA”:

Se o fizéssemos, seria um banco de dados de milhões e milhões.


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