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Polícia mata 9 na fronteira do Paraguai com o Brasil; alvo fornecia armas para famosa facção brasileira

Operação Ignis: Confronto na fronteira entre o Paraguai e Brasil

Na manhã desta terça-feira, 19, uma operação conjunta entre a polícia paraguaia e a Polícia Federal brasileira visando desmantelar uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas resultou na morte de pelo menos 9 suspeitos. 

O incidente ocorreu na fronteira entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul, com a apreensão de um considerável arsenal.

“Macho” e suas conexões com o PCC

O foco da Operação Ignis era Felipe Santiago Acosta Riveros, conhecido como “Macho”, suspeito de fornecer armas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a ação, o brasileiro Ricardo Luis Picolotto, apelidado de “R7” e apontado como braço direito de “Macho”, foi detido.

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Ação coordenada na fazenda de criminoso

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Imagem: Divulgação

A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), em conjunto com a Polícia Federal do Brasil e o Ministério Público do Paraguai, deflagrou a Operação Ignis atacando o quartel-general de “Macho” em uma fazenda nas proximidades de Salto del Guairá, no Paraguai. O confronto ocorreu por terra e ar, com helicópteros, resultando em nove suspeitos mortos, sem baixas entre os policiais.

Armas, prisões e a conexão com facções brasileiras

A ação resultou na prisão de pelo menos dez suspeitos, incluindo “R7”. Na fazenda, foram descobertos fuzis automáticos, pistolas e uma metralhadora .50 capaz de derrubar helicópteros. 

A quadrilha chefiada por “Macho” era responsável pelo tráfico de drogas e pelo assassinato de policiais paraguaios e brasileiros, além de rivais no comércio de drogas.

Histórico criminal e cooperação internacional da polícia

“Macho”, condenado a 25 anos de prisão por assassinato, liderava uma quadrilha que atuava há anos. A cooperação internacional entre Paraguai e Brasil foi essencial para a realização da operação. Os presos brasileiros deverão enfrentar extradição para o Brasil.

De acordo com a Senad, “Macho” era responsável por fornecer armas a grupos brasileiros, incluindo o PCC e o Comando Vermelho. Em setembro deste ano, durante buscas em sua propriedade, seis policiais foram atacados, resultando em um policial ferido. “R7”, natural do Paraná, tornou-se o elo do grupo com o PCC para o fornecimento de armas, tendo condenação por tráfico no Brasil.

Crimes no Brasil e Paraguai

“Macho” é considerado foragido no Brasil por seu envolvimento no assassinato de um militar do Exército em 2020. 

No Paraguai, enfrenta acusações de assassinato de um policial e diversos ataques a delegacias. Movendo-se em comboios de veículos blindados e homens fortemente armados, ele adotava táticas semelhantes aos cartéis mexicanos.

Até o momento, as defesas de Ricardo Luis Picolotto e Felipe Santiago Acosta Riveros não foram localizadas pelo Estadão.

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