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Após caos no RJ, polícia faz operação especial para prender miliciano Zinho

Confrontos entre Polícia e Milícias provocam caos na cidade do Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro vem enfrentando momentos de violência e terror após a morte do miliciano Matheus da Silva Rezende, de 25 anos, conhecido como Faustão, sobrinho de Zinho, líder de uma milícia que atua na Zona Oeste. As ações de combate à milícia, conduzidas pelas polícias Civil e Militar, buscam resguardar a população e evitar mais ataques à veículos públicos, visto que a situação já impede que cidadãos consigam sair de casa para o trabalho.

Os conflitos resultaram na queima de ao menos 35 ônibus em diferentes bairros, como Santa Cruz, Guaratiba e Campo Grande, além de um vagão da Supervia, causando um prejuízo financeiro superior a R$ 35 milhões. A repercussão desses ataques é tamanha que a cidade entrou em estágio de atenção, o terceiro nível em uma escala de cinco, indicando que a rotina da população já está sendo fortemente impactada.

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Imagem: O Dia-IG

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Sua morte, segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil, foi resultado de uma troca de tiros. Matheus Rezende, também chamado de Teteu, era o segundo na linha de comando da milícia e vinha estreitando laços com o Comando Vermelho (CV), a maior facção de traficantes do Rio de Janeiro, há pelo menos três meses.

Os ataques incendiários podem ser interpretados não apenas como uma resposta à seu assassinato, mas também como uma mostra de força e domínio dos criminosos na região – uma mensagem clara de que não pretendem se abater frente à ação policial.

Quais as consequências diretas para a população?

Como resultado direto desses confrontos, a integridade física e emocional dos cariocas foi afetada. Até a Avenida Brasil, uma das principais vias da cidade, foi fechada. Ao menos 45 escolas municipais foram prejudicadas, afetando a rotina de 17.251 estudantes. Também foram registrados casos de alunos e professores que tiveram de permanecer nas unidades escolares como forma de se manterem em segurança.

Qual a resposta do governo ao caso?

Nesse cenário de grandes prejuízos e medo, o governador do estado, Cláudio Castro, classificou os ataques aos meios de transporte como “terroristas”. Castro prometeu uma resposta veemente, anunciando uma caça a três chefes do crime, na tentativa de frear a onda de violência que assola a cidade.

Fonte: G1

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