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‘Preço no Direct’ é considerado prática abusiva e pode resultar em processo criminal: veja como

Desvendando o mistério do preço “por Direct”: uma prática controversa nas redes sociais

No ambiente digital atual, as estratégias de vendas e marketing vêm se reinventando continuamente. Nesse cenário, uma prática específica tem gerado debates acalorados entre consumidores e especialistas em direitos do consumidor: a divulgação de preços “por inbox” ou “no direct” por parte de lojistas nas redes sociais. Mas o que pode parecer uma simples técnica de engajamento esconde ramificações legais que impactam diretamente na experiência de compra do consumidor.

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Imagem: reprodução/ Bem Paraná

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O que diz a lei sobre o ‘preço no direct’?

A legislação brasileira, por meio do Código de Defesa do Consumidor (CDC), é clara ao mencionar a necessidade de transparência nas informações fornecidas aos consumidores, incluindo o preço dos produtos ou serviços ofertados. Este princípio visa garantir uma decisão de compra consciente por parte do consumidor, sem surpresas desagradáveis ou desinformação que possam levar a uma experiência de compra negativa.

As implicações da ausência de preço explícito

Quando o preço não é divulgado claramente, o famoso ‘preço no direct’, ocorre o que especialistas classificam como publicidade enganosa por omissão. Esta prática não só prejudica a relação transparente entre consumidor e vendedor, como também pode resultar em penalidades para o anunciante, que pode enfrentar desde advertências até multas e processos judiciais, dependendo da gravidade e reincidência da infração.

Por que alguns vendedores optam por esse método?

A estratégia de solicitar ao consumidor que entre em contato via direct para saber o preço busca, em teoria, criar um canal direto de comunicação com o potencial comprador, aumentando as chances de venda através da personalização do atendimento. Entretanto, tal prática de ‘preço no direct’, embora possa parecer benéfica a princípio para o aumento da interação, acaba por se tornar uma barreira e um ponto de insatisfação para muitos consumidores.

Como consumidores podem agir?

Diante dessa prática, é fundamental que consumidores estejam cientes de seus direitos e saibam como reivindicá-los. Reclamações podem ser feitas não só diretamente ao vendedor, na busca por uma solução amigável, mas também aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, especialmente quando a prática persiste ou quando há negativa na fornecimento de informações claras e precisas sobre os preços.

Denunciar: Ao se deparar com a prática, consumidores devem reportar aos órgãos competentes.

Educar-se: Conhecer os direitos previstos pelo CDC e estar ciente das atualizações e interpretações da legislação.

Exigir Transparência: Solicitar sempre que o preço seja apresentado de forma clara e objetiva.

Em suma, enquanto as redes sociais se consolidam como um dos principais veículos para vendas online, é crucial que a transparência e o respeito aos direitos do consumidor sejam a base da relação entre vendedores e consumidores. Por mais que o digital tenha transformado as práticas de mercado, a ética e a legalidade continuam sendo pilares inegociáveis para uma economia saudável e justa.

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Imagem: reprodução/ O Dia

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