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Saiba quais foram as principais fraudes virtuais em 2018

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Saiba quais foram as principais fraudes virtuais em 2018

Iniciamos 2019 com uma única certeza quando o assunto é fraude: inovação. A cada dia que passa os criminosos virtuais criam uma nova modalidade de fraude para obter vantagem ilícita e nos prejudicar.

Contudo, as fraudes aplicadas no ano passado vêm se intensificando, pois os criminosos perceberam a quantidade de alvos que tiveram, e, por isso, vão potencializar ainda mais este ano.

Portanto, este artigo vai esclarecer as principais fraudes virtuais de 2018, visando a proteger você de ser uma possível vítima, mas também ao final te orientando em como proceder caso ocorra uma fraude.

Principais fraudes virtuais: Phishing

O Phishing é uma maneira a qual os cibercriminosos utilizam para enganar o usuário a entregar informações pessoais como dados de cartão de crédito, CPF e senhas, fazendo isso através de um e-mail falso, ou também direcionando a um website falso.

Os e-mails parecem que foram enviados por organizações legítimas, pedindo, por exemplo, atualizações de dados pessoais, renovação de token, ou também requerendo que um arquivo seja baixado ou instalado na máquina, arquivo este contendo um malware (software malicioso) que infectará o dispositivo.

Assim, o usuário irá receber um e-mail que a princípio parece ser legítimo, informando que o boleto de cobrança está disponível para ser baixado, mas que necessita da inserção de determinados dados pessoais à caráter de confirmação, por exemplo.

Por isso, cuidado com os e-mails recebidos e sempre confirme se o nome do destinatário é compatível com o fornecedor, se o conteúdo escrito possui erros de português ou símbolos, e em caso de qualquer dúvida, acesse a página oficial do mesmo.

Principais fraudes virtuais: promoções via WhatsApp

Atualmente, graças aos avanços tecnológicos, a maioria das promoções, vagas de emprego e outras informações são compartilhadas através do aplicativo whatsapp e principalmente nos variados grupos, mas em especial, esse chat de conversa possui uma peculiaridade.

Pois bem, o grande problema é que as promoções enviadas através do whatsapp, anunciam algo que é atrativo ao leitor, mas direcionando ao suposto site do responsável, que na maioria das vezes vem com um link encurtado e é exatamente aí que ocorre a fraude. Ao encurtar o link, não é possível ver os dados reais da plataforma, e a consequência disto é o famoso “click” pelo interessado.

Por ser uma fraude, o criminoso além de instalar um dispositivo malicioso no equipamento do mesmo, também induz este a passar dados importantes como e-mails, senhas, dados de cartão de crédito e etc. Ao final, não existe nenhuma promoção, e foi apenas uma isca para atrair vítimas.

Os celulares estão sujeitos aos mesmos tipos de malwares (softwares maliciosos) que os computadores, como o caso do famoso Cavalo de Troia, que instala uma infinidade de ameaças ao sistema, buscando captar as informações do usuário.

Portanto, indispensável a existência de um antivírus instalado no celular, pois evita que programas mal-intencionados sejam instalados no dispositivo, tendo em vista que os mesmos carregam uma infinidade de informações pessoais, como senhas bancárias e virtuais, número de cartão de crédito, entre outros dados sensíveis.

Assim, no momento em que o usuário tentar acessar um link pelo celular, caso este seja malicioso, o antivírus imediatamente impede o acesso informando a existência de uma ameaça, como é o caso do aplicativo, NORTON, entre outros, e todos disponíveis para os sistemas Android e IOS.

Principais fraudes virtuais: sites falsos

São milhares de pessoas todos os dias dentro do universo digital mergulhadas no mundo do e-commerce. A tendência é cada vez mais consumir produtos/serviços virtuais sem ter que se locomover a uma loja física. E, se aproveitando disso, os criminosos virtuais criam as famosas lojas falsas.

De forma geral, são lojas que possuem produtos à venda com preço, data de entrega e toda informação que consiga convencer o consumidor a efetuar a compra, principalmente pelo fato de carregar algo muito importante: preço baixo.

Assim, para não se envolver em uma compra fraudulenta, importante analisar se a plataforma contém:

a) conexão segura, que em caso positivo, o site terá “https” ao invés de “http”. Traduzindo esta sigla para o português, temos um “protocolo de transferência de hipertexto seguro”. Assim, no momento em que o internauta insere seus dados pessoais e bancários para concluir uma compra, este caminho é criptografado, o que impede hackers e softwares maliciosos de lerem e modificarem o conteúdo que está sendo transmitido.

b) certificado de segurança, que, em caso positivo, existirá um selo no rodapé da página que informará uma organização que garante a autenticação e a segurança do site, como o caso da empresa Site Blindado.

c) nome do domínio, que, em caso positivo, demonstrará o exato nome da loja, pois, com pressa, acabamos por digitar o site com o nome errado, e, se aproveitando disso, existem criminosos virtuais que registram nomes parecidos para aplicarem seus golpes.

d) meio de pagamento, que, em caso positivo, não aceitará apenas o boleto bancário como forma de pagamento. Isso porque, caso o produto não seja recebido ou outro problema como insatisfação e defeito no mesmo, você não terá uma forma eficaz de ser restituído, ao contrário do cartão de crédito em que poderá ser realizada a contestação junto à operadora de cartão.

Principais fraudes virtuais: golpe da troca de cartão

Esta modalidade de fraude utiliza a engenharia social para manipular psicologicamente a vítima e por fim concretizar o delito, sem que a mesma perceba o ocorrido. Pois bem, a vítima se dirige a um estabelecimento, tais como um bar, um restaurante, ou resolve adquirir algum produto ou até mesmo uma bebida ou comida por um vendedor ambulante e questiona se este aceita cartão para pagamento.

No mesmo instante a resposta é positiva, e sem que o consumidor perceba o golpista já analisou a cor do seu cartão, pegou um parecido e escondeu embaixo do leitor em sua mão. Posteriormente ele solicita o seu cartão para processar o pagamento, e resolve iniciar um assunto, falar sobre qualquer coisa que te distraia enquanto ocorre a digitação da senha.

Impossível perceber, mas ele gravou a referida senha, e no ato da emissão do comprovante de pagamento, ele entrega o cartão que está embaixo de sua mão escondido e não o verdadeiro. Quando o consumidor agradece e vai embora, ele pega o cartão e a senha e começa a transacionar no leitor até que o mesmo não autorize mais nenhum valor por insuficiência de fundos.

Existem outras milhares modalidades de fraudes, mas infelizmente estas são as mais aplicadas e nos exigem maior atenção. Caso você foi ou seja uma vítima, a recomendação é juntar todas as provas acerca do ocorrido e realizar um boletim de ocorrência.

Em caso de prejuízo financeiro envolvendo transação via cartão, formalizar a contestação junto à instituição responsável. E, em caso de transação via boleto, solicitar maiores informações junto ao beneficiário e pleitear o reembolso.


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Autor

Fernanda Tasinaffo

Especialista em Direito Digital. Advogada.
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