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CHOCANTE: Professora é presa por crime que não cometeu

Uma grave falha no sistema de justiça brasileiro deixou uma jovem professora atrás das grades por sete dias. Samara de Araújo Oliveira, de 23 anos, foi acusada e presa injustamente por um crime cometido em 2010, quando tinha apenas 10 anos. O incidente ocorreu na pequena cidade de São Francisco, Paraíba. A realidade do acontecido só foi descoberta depois de sua prisão na escola de Rio Bonito, Região Metropolitana do Rio, onde ensinava matemática.

O caso se originou no Mercadinho Vieira em São Francisco, que também funcionava como representante da Caixa Econômica Federal então. Um funcionário do mercadinho foi enganado por um golpista que, por telefone, ameaçou invadir o estabelecimento e executá-lo, a menos que o funcionário fizesse oito transferências de R$ 1 mil cada para sete contas diferentes. Após a fraude ser descoberta, uma investigação levou até os donos das contas, e todos eram do Rio de Janeiro, incluindo uma que estava no nome de Samara.

Professora Samara

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Como Samara se tornou parte da investigação?

A conexão de Samara com o crime remonta à conta bancária em que o dinheiro foi transferido. Quando a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba quebraram os sigilos bancários, encontraram o nome de Samara entre os titulares das contas para onde o dinheiro foi enviado. Contudo, o que a polícia e a justiça não perceberam foi que Samara tinha apenas 10 anos na época do crime. Em 20 de janeiro de 2023, um mandado de prisão foi emitido contra Samara.

O que aconteceu após a prisão da professora?

Após a prisão de Samara em 23 de fevereiro de 2023, sua família fez de tudo para provar seu erro à justiça da Paraíba. Eles conseguiram o alvará de soltura de Samara, no qual o juiz substituto Rosio Lima de Melo, da 6ª Vara Mista da cidade de Sousa, reconheceu o erro. O juiz afirmou que não havia menção à data de nascimento de Samara na acusação, indicando que teria sido um erro de identificação, já que Samara era apenas uma criança na época dos fatos.

Durante todo o período em que a professora esteve presa, seu pai, Simário Santana de Oliveira, ficou do lado de fora do Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, Zona Norte do Rio, onde ela estava detida. Pai e filha sempre foram muito unidos, e a situação deixou Simário devastado. A família se sentiu aliviada ao receber a informação de que o alvará de soltura só chegaria no dia seguinte. Apesar da provação e o sofrimento, eles finalmente viram a luz no fim do túnel.

Redação

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