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Programa usado pela Abin em espionagem ilegal foi comprado pelo governo de SP

Governo de São Paulo adquire software espião usado pela Abin: investigação agora abrange o estado

O cenário de segurança digital no Brasil tem gerado grandes polêmicas nos últimos tempos. Isso porque o programa de espionagem usado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar opositores, durante a gestão Bolsonaro, foi também adquirido pelo governo de São Paulo. Atualmente, a gestão é comandada por Tarcísio de Freitas, membro do partido Republicanos. Contudo, o ex-ministro alega que a negociação teria começado na gestão de João Doria, do PSDB, conforme anuncia Bela Megale, do jornal O Globo.

No dia 20 de agosto, foi deflagrada a Operação Última Milha, cujo objetivo era investigar o uso indevido do mencionado sistema de geolocalização de aparelhos móveis, utilizado por servidores da Abin sem autorização judicial. Os principais suspeitos são Rodrigo Colli, analista de contrainteligência cibernética da agência, e Eduardo Arthur Izycki, oficial de inteligência. Ambos foram detidos por supostamente coagir colegas a fim de evitar demissão.

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Imagem: CNN

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Como o estado de São Paulo entrou na investigação?

A partir das investigações da Polícia Federal, o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, foi identificado como um dos clientes do software produzido pela empresa israelense investigada. Com a confirmação da compra do programa espião pelo estado, emitida pela assessoria de imprensa do governador, São Paulo passa a ser parte da polêmica.

Quando e por que o software da Abin foi adquirido por São Paulo?

Segundo informado oficialmente, a Polícia Civil utiliza o equipamento desde 2021 e a Polícia Militar o adquiriu no primeiro semestre de 2023, após um processo de contratação que iniciou-se em 2022, portanto, na gestão anterior. Recorde-se que recentemente o secretário de Segurança de Tarcísio, Capitão Derrite, realizou uma viagem a Israel – onde está sediada a empresa responsável pelo programa de espionagem – alegando buscar tecnologia avançada na área de segurança. Ainda não foi esclarecido se ele se encontrou com representantes da empresa durante a viagem.

E agora, quais serão os próximos passos?

Permanecem muitas perguntas sem respostas acerca desse programa de espionagem. Entre elas, a forma de uso do equipamento pelo estado de São Paulo ainda não foi esclarecida. Na gestão federal, a suspeita é de que o sistema foi empregado para espionar opositores de Bolsonaro. Outras informações, como a amplitude do monitoramento e os possíveis alvos, poderão ser esclarecidas à medida que as investigações avançam.

Fonte: Carta Capital

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