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Resenha do livro “Por que a guerra? De Einstein e Freud à atualidade”

Canal Ciências Criminais

Por Redação

O livro apresenta e comenta – propondo uma “atualização” – o debate travado por correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud acerca do tema da guerra e da paz. Busca-se, primordialmente, compreender o que mudou, efetivamente, de 1932 aos nossos dias, a respeito do assunto e, para tanto, alguns autores da atualidade são chamados a “dialogar” com o físico e o psicanalista.

A troca de correspondência entre Einstein e Freud foi suscitada pelo denominado “Instituto Internacional de Cooperação Intelectual”, órgão pertencente à Liga das Nações. O objetivo dessa troca de missivas entre intelectuais renomados da época, sobre assuntos de interesse da Liga, era publicá-las como cartas-abertas ao mundo.

Albert Einstein – que já havia recebido o Prêmio Nobel de Física em 1921 – foi um dos primeiros intelectuais para tanto interpelados. E, na sua carta, endereçada a Sigmund Freud, ao abordar aspectos políticos e administrativos para a paz mundial, busca resposta para a seguinte indagação: existe alguma forma de livrar a humanidade de ameaça de guerra?

Sigmund Freud anuiu à proposta einsteiniana, produzindo uma das mais instigantes cartas acerca do assunto – com o qual já se ocupara em um artigo pretérito intitulado “Reflexões para os Tempos de Guerra e Morte”. Detendo-se nos aspectos sócio-psicológicos da guerra, Freud apresenta ideias que, apesar de passados mais de oitenta anos de sua redação, ainda se apresentam como extremamente atuais e relevantes para o debate do assunto.

Do prefácio de Gisela Maria Bester:

“Ao apresentar e discutir essas cartas sobre o porquê da Guerra, escritas em 1932, por dois dos maiores personagens – Sigmund Freud e Albert Einstein – do “breve” Século XX, na acepção do historiador anglo-austríaco Eric Hobsbawn, Maiquel Wermuth viu, para além de um pulinho na História a nos enriquecer, um pouco mais longe no próprio horizonte do magistério superior: o extraordinário potencial didático e pedagógico que a análise desse tipo de cartas pode possuir, na trilha da melhoria do nosso combalido, morno e esmaecido ensino jurídico. Este, por isso mesmo, está a necessitar de ares criativos, de mentes docentes dispostas e capazes de tornar atrativo o que parece ser extremamente maçante, na mesmice de conteúdos crus, frios e rasos, sem vida, igualmente encapsulados em livros feitos apressadamente para mais vender e mais rechear currículos “desesperados”, sem importarem-se verdadeiramente com os sujeitos cognoscentes e, por isso mesmo, desprezíveis por qualquer educador que leve o Direito a sério.”

O livro, de autoria de Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth, está disponível nas versões eletrônica e impressa. A aquisição do e-book pode ser feita aqui. Já a versão impressa pode ser obtida mediante envio de e-mail à editora, no link acima. O lançamento da obra acontecerá “I Congresso Ciências Criminais e Direitos Humanos”, que acontecerá na UNIJUÍ nos dias 20 e 21 de outubro.

Autor
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