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Ricardo Salles será indiciado por atuação na CPI do MST? Veja o que disse o Conselho de Ética

Conselho de Ética da Câmara arquiva representação contra Ricardo Salles

Em uma decisão da Câmara dos Deputados, a representação feita pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) contra o deputado Ricardo Salles (PL-SP) foi arquivada. O planejamento deste ocorrido veio por 10 votos a três, anunciado pelo próprio Conselho de Ética da Casa. A principal acusação do PSOL se baseava em um suposto uso de “violência de gênero” por parte de Salles durante seu exercício como relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Além disso, o partido alegou que Salles utilizava o comitê como uma “arma política para intimidação”. O deputado também foi criticado por perseguição a Sâmia Bomfim (PSOL-SP) através de publicações em redes sociais.

ricardo salles
Imagem: Pleno.News

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O que houve no episódio de maio envolvendo Ricardo Salles?

Em maio deste ano, Ricardo Salles solicitou que fossem extraídas falas da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) após ela ter feito acusações contra ele. Este pedido foi feito para que o deputado pudesse apresentar uma ação contra Petrone no colegiado. A ação, eventualmente, também foi arquivada após votação na instância.

A defesa de Salles, por sua vez, argumentou que a situação era inversa. Segundo ele, as deputadas do PSOL faziam ataques a integrantes da comissão, que era composta, em sua maioria, por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Salles afirmou que a CPI do MST presenciou “um sem-número de ataques e provocações muito pesadas”.

O que mudará com este arquivamento?

Além da representação contra Salles, o Conselho de Ética da Câmara também arquivou, por 11 votos a um, uma representação do Partido Liberal (PL) contra o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). Neste caso, a legenda acusava Braga de “ferir gravemente” a honra de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro.

Contudo, Glauber sustentou que o que foi dito não passou de “uma discussão política de natureza dura”, mas que não extrapolava os limites do que dispõe a Constituição e o Código de Ética. Até o momento, nenhuma das 22 representações protocoladas no colegiado teve prosseguimento pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

O presidente da comissão, Leur Lomanto Júnior (União-BA), fez um apelo para que os parlamentares parassem de fazer trocas de acusações por via de representações. Dentre os partidos, o PL é o autor de mais ações: foram 11 até o presente momento.

Fonte: Exame

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