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Rodrigo Pacheco determina que polícia legislativa investigue Filipe Martins por gesto em sessão

Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, determinou que a polícia legislativa investigue Filipe Martins, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, por um gesto feito com a mão durante uma sessão plenária, da qual também participava Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores.

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Investigação de Filipe Martins

No caso, Filipe encontrava-se sentado atrás do chanceler e, no início da sessão, quando Pacheco começou sua fala de abertura, o assessor juntou os dedos polegar e indicador da mão direita, como se fizesse o gesto de “ok” sobre o paletó que estava vestindo.

Após o fato, o senador Randolfe Rodrigues (AP), líder da Rede, requereu a imediata expulsão de Filipe das dependências do Senado, afirmando que o assessor fez gestos obscenos, classificando o rapaz como capacho do presidente da República. Disse:

Peço, senhor presidente, que conduza esse senhor para fora das dependências do Senado. Esta sessão não tem condições de ter continuidade. Esse senhor, que ofendeu o presidente do Senado, ofendeu este plenário.

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Pacheco, por sua vez, atestou que a Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e a Polícia Legislativa da Casa irão apurar o fato e, ao depender do resultado das investigações, medidas energéticas serão tomadas. Afirmou:

Pedirei à Secretaria-Geral da Mesa, igualmente à Polícia Legislativa, que identifiquem o fato apontado. E tendo havido, de fato, o fato, nas circunstâncias como vossa excelência aponta, serão tomadas todas as providências — e enérgicas — por parte da Presidência do Senado.

Jean Paul Prates (PT-RN), líder da minoria, também questionou em sessão quanto à origem do símbolo feito pelo assessor, questionando se era uma referência neofascista:

Continuo perturbado pela presença do assessor que fez gestinhos. Encontra-se aí, atrás do convidado, continua aí, confortavelmente sentado. Não sei nem que gesto importa tanto, se é neofascista, se é ofensa depreciativa. O fato é que aqui não é local nem o momento para fazer gracinha, pagar aposta para ninguém.

Diante do fato, o Museu do Holocausto no Brasil também se manifestou, dizendo que o símbolo é feito por militantes de extrema-direita nos Estados Unidos:

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Semelhante ao sinal conhecido como OK, mas com 3 dedos retos em forma de “W”, o gesto transformou-se em um símbolo de ódio. Recentemente, o gesto foi classificado pela ADL, como um sinal utilizado por supremacistas brancos para se identificarem. A ADL diz que o símbolo se tornou uma ‘tática popular de trolagem’ por indivíduos da extrema-direita, que postam fotos nas redes de si mesmos fazendo o gesto.

O Museu do Holocausto, consciente da missão de construir uma memória dos crimes nazistas que alerte a humanidade dos perigos de tais ideias, reforça que a apologia a este tipo de símbolo é gravíssima. Nossa democracia não pode admitir tais manifestações.

Filipe Martins se manifestou em sua página de uma rede social, afirmando que tem origem judáica e que processará todos que o associaram com movimentos supremacistas, sustentando que estava apenas ajustando a lapela de seu terno:

Um aviso aos palhaços que desejam emplacar a tese de que eu, um judeu, sou simpático ao “supremacismo branco” porque em suas mentes doentias enxergaram um gesto autoritário numa imagem que me mostra ajeitando a lapela do meu terno: serão processados e responsabilizados; um a um.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais

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