Noticias

Saiba quem é Alexandre Ramagem, alvo da PF que já comandou a Abin e hoje é deputado federal

Nesta quinta-feira, 25 de janeiro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Vigilância Aproximada, para investigar um suposto esquema de espionagem ilegal envolvendo a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um dos alvos da corporação é o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), diretor da agência durante o governo do ex-presidente da república Jair Messias Bolsonaro.

Além de Ramagem, são alvos da “Operação Vigilância Aproximada” policiais federais. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa que se infiltrou na Abin para monitorar ilegalmente a geolocalização de dispositivos móveis de servidores públicos, políticos, policiais, advogados, jornalistas e juízes sem autorização judicial.

Saiba quem e Alexandre Ramagem, alvo da PF que já comandou a Abin e hoje é deputado federal
Foto: Carolina Pereira/PR

Leia mais:

Caso Marielle: PF investiga dois mandantes do crime que chocou o país

Vazamento sobre delação de Ronnie Lessa abalou equipe que investiga o caso Marielle

Ao todo, a PF cumpre 21 mandados de busca e apreensão. Destes, 18 são em Brasília (DF), um em Juiz de Fora (MG), um em São João del Rei (MG) e um no Rio de Janeiro.

Ramagem é pré-candidato à prefeitura do Rio e quase se tornou chefe da PF

Ramagem foi o primeiro diretor-geral da agência a disputar uma vaga no Congresso Nacional nas Eleições de 2022.

De acordo com a coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, o parlamentar é o pré-candidato favorito do Partido Liberal à prefeitura do Rio de Janeiro. O nome dele foi escolhido pelo próprio ex-presidente Bolsonaro. As eleições para a pasta ocorrerão neste ano.

Em 2020, Bolsonaro tentou nomear Alexandre Ramagem, então diretor-geral da Abin, ao comando da PF. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a nomeação poucas horas antes da cerimônia de posse. Assim, a nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas ele não foi empossado.

“Apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação do Diretor da Polícia Federal, em inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”, declarou Moraes.

Moro disse que Bolsonaro queria Ramagem na PF para colher informações

Tal decisão acolheu o pedido apresentado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), além de ter considerado que haveria necessidade de impedir o ato devido às declarações de Sergio Moro, que, à época, afirmou que o ex-presidente queria interferir na PF.

De acordo com o senador do Paraná, Bolsonaro tinha a intenção de colocar “alguém do contato pessoal dele”, para “colher informações de investigações em andamento”.

Fonte: Metrópoles

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo