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Dallagnol: Se perder o HC do Palocci tem que pedir o impeachment do Gilmar

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“Se perdermos o HC do Palocci temos que pedir o impeachment do Gilmar“. A frase foi atribuída ao ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e compõe a outra leva de diálogos vazados entre os integrantes do Ministério Público Federal no Paraná enviados pela defesa de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Pedir o impeachment

A conversa é datada de 05 de maio de 2017, no momento em que a defesa de Palocci (ex-membro do PT) entrou com um Habeas Corpus visando sua soltura. Em tempo próximo, a  Segundo Turma STF havia julgado também outro HC impetrado pelo ex-ministro José Dirceu, concedendo liberdade ao político.

Nos diálogos, assim disse Deltan:

Caros estive pensando e se perdermos o HC do Palocci creio que temos que representar/pedir impeachment do GM [Gilmar Mendes]: 0) não se declarou suspeito / impedido no caso da esposa dele, com possível recebimento de honorários por ela 1) falas públicas dele inclusive imputando crimes a nós 2) incoerência de votos, denotando favorecimento 3) áudios em que declara solidariedade ao político do MT que sofreu BA [busca e apreensão] e dizendo que falaria com o relator 4) lei da ficha limpa é coisa de bêbado 5) confronto com Joaquim Barbosa (isso só pra dar força moral.

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Silvar Barbosa (ex-governador do MT) é o político citado pelo procurador.

Adiante, Laura Tessler responde: 

Deltan, a Anamara me falou que o Modesto Carvalhosa iria entrar com um pedido de impeachment do GILMAR. Parece que iria usar o caso do Eike como fundamento.

Dois dias antes, a procuradora Thaméa Danelon, de São Paulo, havia dito a Dallagnol que o professor Modesto Carvalhosa teria pedido ajuda com a redação de um pedido de impeachment de Mendes. Assim disse Danelon ao procurador:

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O Professor Carvalhosa vai arguir o impeachment de Gilmar. Ele pediu para eu minutar para ele.

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Algum tempo depois, Carvalhosa apresentou de fato o pedido de impeachment, argumentando que a esposa de Gilmar Mendes trabalhava no escritório “que defendia os interesses do notório Eike Batista”.

Eike, por sua vez, foi solto por Gilmar Mendes em 2017, mas o escritório em que a esposa do ministro trabalhava não foi o responsável pela defesa do empresário, tendo a assessoria de imprensa de Gilmar repassado tal informação à imprensa em abril de 2017:

O HC 143.247 não tem como advogado o escritório Sergio Bermudes. Não há impedimento para a atuação do ministro Gilmar Mendes nos termos do artigo 252 do Código de Processo Penal. Cabe lembrar que, no início de abril, o ministro Gilmar negou pedido de soltura do empresário Eike Batista (HC 141.478) e, na oportunidade, não houve questionamento sobre sua atuação no caso.

*Esta notícia não reflete, necessariamente, o posicionamento do Canal Ciências Criminais

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