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Sobrinha tenta comprar celular e fazer outro empréstimo antes de levar tio morto ao banco

Mulher tenta sacar dinheiro de tio morto em agência bancária: caso choca o Rio de Janeiro

No total, Érika Souza de Vieira Nunes, 42 anos, teria tentado solicitar três empréstimos acompanhada de seu tio, Paulo Roberto Braga, de 68 anos. Além disso, testemunhas relataram à polícia que a sobrinha também tentou adquirir bens, como telefones celulares.

Segundo o delegado Fábio Luiz da Silva Souza, da 34ª DP (Bangu), Érika visitou o banco Itaú – onde foi vista com o idoso falecido em 16 de maio – além do BMG e de uma filial da Crefisa. Essas visitas às instituições financeiras teriam ocorrido entre segunda-feira, dia 15, e terça-feira. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

tio morto
Imagem: reprodução/ O Globo

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Tentativa de saque e a descoberta macabra

Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, chegou ao banco por volta das 13h30 acompanhada de seu tio, Paulo Roberto Braga, de 68 anos, já falecido. Testemunhas relatam que o idoso estava em uma cadeira de rodas e aparentava estar incapaz de se movimentar ou se comunicar.

Apesar da situação, Érika insistiu em prosseguir com o saque. Em um vídeo das câmeras de segurança, é possível ouvi-la pressionando o tio morto a assinar os documentos necessários para a transação. “Tio Paulo, tá ouvindo? O senhor precisa assinar. Se o senhor não assinar, não tem como. Eu não posso assinar pelo senhor. Tem que ser o senhor. O que eu posso fazer, eu faço”, diz ela em tom insistente.

Diante da insistência de Érika e da falta de reação de Paulo, uma das atendentes do banco desconfiou da situação e alertou a gerência. Ao se aproximarem, as funcionárias perceberam que o tio estava imóvel e com sinais de rigidez. Em seguida, uma mosca pousou no nariz de Paulo, confirmando que ele não estava vivo.

Investigação de Sobrinha e Tio morto 

Imediatamente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado. Ao chegarem ao local, os médicos constataram a morte de Paulo, estimando que o óbito tenha ocorrido há pelo menos duas horas antes do atendimento. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte.

Investigações apontam fraude e maus-tratos

Diante dos fatos, a Polícia Civil iniciou as investigações. A delegada responsável pelo caso, Adriana Belém, afirmou que Érika deve responder por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio ao cadáver. “Se ficar constatado que a causa da morte não foi natural, será aberta uma investigação de homicídio”, ressaltou.

A delegada também destacou indícios de que Érika já havia tentado sacar dinheiro de Paulo em outras ocasiões, inclusive utilizando o cartão do idoso sem autorização. “Estamos apurando se ela já havia feito outras transações com o cartão do tio e se o idoso estava sendo vítima de maus-tratos”, explicou.

Defesa negativa

A advogada de Érika, Ana Carla de Souza Correa, negou as acusações e afirmou que o tio estava vivo quando chegaram ao banco. “O senhor Paulo Roberto Braga chegou à unidade bancária vivo, e existem testemunhas que no momento oportuno também serão ouvidas. Toda essa parte processual será devidamente apreciada pelo juízo competente”, declarou.

Ana Carla também defendeu a integridade de Érika, afirmando que ela está “abalada” com o ocorrido e sempre cuidou do tio com carinho. “É uma senhora idônea, que tem uma filha especial que precisa dela. Ela inclusive é uma pessoa que sempre cuidou com todo carinho do senhor Paulo. Então tudo isso vai ser esclarecido e acreditamos na inocência da senhora Érika”, acrescentou.

O caso do tio morto no banco permanece sob investigação, enquanto a família de Paulo aguarda respostas. A morte do idoso e as circunstâncias que a rodeiam geram comoção e levantam questionamentos sobre possíveis maus-tratos e fraude. Cabe à Justiça apurar os fatos e determinar a culpabilidade ou inocência das partes envolvidas.

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Imagem: reprodução/ Estado de Minas

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