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Saiba quem é o substituto do miliciano Faustão na hierarquia do crime no Rio

Rui Paulo Gonçalves Estevão, Pipito, pronto para assumir a liderança da milícia carioca após a morte de Faustão

O panorama do crime organizado no Rio de Janeiro sofre nova reviravolta com a ascensão de Rui Paulo Gonçalves Estevão, popularmente conhecido como Pipito para o segundo posto mais relevante da maior milícia carioca, o Bonde do Zinho.

Esse giro de eventos ocorreu após a morte do miliciano Matheus da Silva Rezende, ou Faustão, sobrinho de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, que detinha anteriormente a liderança da organização. O grupo criminoso já estaria mobilizando esforços para nomear Pipito como novo líder.

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Pipito, apontado como o miliciano que irá substituir Faustão

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Quem é Pipito, o próximo miliciano no comando?

Pipito, aos 32 anos, possui um histórico policial extenso e preocupante. Ao longo de sua carreira como miliciano foi indiciado por crimes que abrangem desde a venda de bebidas falsificadas até corrupção, adulteração de alimentos e contrabando de cigarros. Seu nome ganhou destaque em 2018 após ser preso por associação criminosa, desempenhando papel de “homem de confiança” de Wellington da Silva Braga, o Ecko, líder da facção Liga da Justiça, que hoje se apresenta como Bonde do Zinho.

A inteligência policial do Rio suspeita que Pipito foi quem ordenou os ataques a 35 ônibus na zona oeste do Rio, como represália à morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão. A polícia continua sua investigação na busca de encontrar evidências que comprovem tal afirmação.

A mudança de comando implica em conflitos de poder?

Com a morte de Ecko em 2021, o Bonde do Zinho sofreu com conflitos internos que abalaram as estruturas de comando na organização criminosa. Agora, além da disputa entre milícias rivais e a briga por territórios com facções criminosas, Pipito encara o desafio de liderar um grupo dividido e repleto de conflitos internos.

Um outro problema surge com a figura de Danilo Dias Lima, conhecido como Tandera. Desde a morte de Ecko, ele se tornou uma presença rival dentro da milícia, formando outro grupo criminoso e disputando território.

O que o governo está fazendo sobre a situação?

Na noite do dia 23/10, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou seu compromisso em capturar os criminosos responsáveis pelos ataques aos ônibus que foram incendiados. Durante coletiva de imprensa, Castro afirmou que não vai descansar enquanto os milicianos Zinho, Tandera e Abelha não forem presos.

Abelha, apelido de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, está foragido desde 2021 e é membro da maior facção criminosa fluminense, estando também envolvido nos diferentes confrontos na zona oeste do Rio, intensificando ainda mais a disputa entre as quadrilhas locais por território.

Fonte: Metrópoles

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