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Tarcísio confirma 14 mortes e defende a PM: ‘Não há combate ao crime sem efeito colateral’

Apesar das críticas sobre possíveis excessos cometidos pela polícia, Tarcísio defendeu a ação policial

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que pertence ao partido Republicano, reforçou sua afinidade com o movimento bolsonarista ao autorizar uma operação policial na região litorânea paulista após o trágico assassinato de um soldado da Rota. Esse incidente resultou em pelo menos 14 mortes até a tarde de terça-feira (1). Apesar das críticas sobre possíveis excessos cometidos pela polícia durante uma das operações mais violentas já registradas no estado, Tarcísio defendeu a ação policial, argumentando que no combate ao crime não é possível evitar consequências indesejadas.

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Além de expressar apoio aos policiais, um dos pilares do bolsonarismo, Tarcísio organizou um evento na sede do governo, o Palácio dos Bandeirantes, para homenagear Sonaira Fernandes, secretária de Políticas para a Mulher, que tem ligações com a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador também convidou Martha Seillier, mãe da filha do vereador Carlos Bolsonaro, para liderar o escritório da InvestSP nos Estados Unidos. Diante das demandas crescentes por cargos e recursos por parte dos apoiadores de Bolsonaro, Tarcísio tem tomado medidas para agradar sua base de apoio.

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Fonte: Metrópoles

Tarcísio afirmou que a resposta da polícia foi proporcional às agressões enfrentadas

Em relação à atuação policial na Baixada Santista, o governo estadual afirmou que a resposta da polícia foi proporcional às agressões enfrentadas. Tarcísio reiterou seu apoio enfático à corporação, refutou críticas sobre possíveis excessos policiais e reforçou o compromisso de combate ao crime. O governador também criticou a atuação da ouvidoria da polícia, alegando que as denúncias não correspondem à realidade. Ele assegurou que todas as ações estão sendo conduzidas com transparência e que as imagens das câmeras nos uniformes dos policiais serão utilizadas como parte das investigações.

Mesmo sob pressão da “bancada da bala”, Tarcísio afirmou que manterá as câmeras nos uniformes dos policiais. Em suma, Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, reforçou sua ligação com o bolsonarismo ao aprovar uma operação policial após um grave incidente, expressou apoio aos policiais e buscou fortalecer laços com figuras vinculadas ao ex-presidente Bolsonaro. Ele também defendeu a atuação policial, criticou denúncias da ouvidoria da polícia e reiterou o compromisso com a transparência nas ações governamentais. Tarcísio afirmou que sua administração não busca violência ou confronto.

Ele destacou que a polícia não irá se esquivar de combater o crime, mas também pediu respeito à corporação e aos policiais do Estado. Ele enfatizou que se houver confronto, a polícia irá reagir, pois é sua função proteger a sociedade. O elogio de perfis bolsonaristas nas redes sociais aconteceu após a defesa enfática de Tarcísio em relação à ação da PM. Bolsonaro também compartilhou uma notícia sobre ataques criminosos à polícia e provocou as facções criminosas. Por outro lado, as bancadas do PT e Psol na Câmara dos Deputados cobraram rigor nas investigações da ação policial no litoral paulista e a continuidade do uso de câmeras nas fardas dos policiais.

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Fonte: O Globo

Erika Hilton (Psol-SP) enviou um ofício ao governo e à PM pedindo detalhes sobre o ocorrido e disse que seu gabinete iria acompanhar o caso. Alguns parlamentares do PT e Psol criticaram o posicionamento de Tarcísio, alegando que ele busca agradar eleitores bolsonaristas ao defender a atuação policial de forma enérgica. Nilto Tatto (PT-SP) comparou Tarcísio ao ex-governador do Rio, Wilson Witzel, conhecido por comemorar mortes e dar orientações polêmicas à PM carioca.

Fonte: Valor Econômico

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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