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País inteiro em pânico! Taxa de homicídios continua muito alta no Uruguai

Alta incidência de homicídios preocupa autoridades uruguaias

Em anúncio recente, no dia 2 de agosto, o ministro do interior do Uruguai, Luis Alberto Heber, expressou publicamente a preocupação do país com o constante número alto de homicídios. Trata-se de uma situação que chega a ser particularmente alarmante ao serem desvelados os números relativos ao primeiro semestre de 2023.

Este período demonstrou que os indicadores de violência não conseguiram apresentar uma queda significativa, mesmo em comparação aos anos anteriores. “Infelizmente, os números são altos mesmo em relação a 2019”, apontou Heber, fazendo referência ao ano pré-pandêmico.

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Um comparativo dos números

Para ilustrar a gravidade da questão, em 2019, durante o primeiro semestre, os homicídios somavam 173. No mesmo período de 2023, o número de mortes violentas foi de 187, três a menos que em 2022, quando se contabilizou 190. O próprio Heber ressaltou que, embora haja uma ligeira queda, é falsa a noção de que houve um aumento descontrolado dos homicídios.

A influência do tráfico de drogas nos homicídios

De acordo com os dados apresentados pelo ministro do interior, os homicídios são mais frequentes nas regiões de Montevidéu e Canelones, áreas de maior densidade populacional no país. Além disso, cerca de 52% das mortes estão ligados a grupos criminosos, sendo tais grupos majoritariamente relacionados ao tráfico de drogas.

O aumento de outros crimes no Uruguai

No Uruguai, além das preocupações com crimes violentos, também foi registrado um aumento na incidência de roubos em comparação com o ano de 2022, embora os delitos de furto e roubo de gado tenham diminuído. Além disso, as denúncias de violência doméstica também aumentaram consideravelmente, sendo um desafio para contabilização, já que muitas mulheres estão se sentindo mais encorajadas a reportar tais situações, conforme apontado por Heber.

Esse contexto levou à oposição no parlamento a questionar o ministro do Interior em julho passado, porém, os votos dos legisladores da coalizão do governo impediram uma moção de censura. A questão da segurança pública no Uruguai continua sendo debatida, buscando estratégias mais efetivas para interromper o ciclo de violência.

Redação

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