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Como a Tecnologia e o compartilhamento de dados estão dizimando o crime

Seminário defende maior investimento em tecnologia para combate ao crime no Rio de Janeiro

Especialistas reunidos no seminário “Pacto pelo Rio”, promovido pela Federação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), defenderam o investimento em tecnologia e o compartilhamento de dados entre órgãos públicos como estratégias essenciais para o combate mais efetivo ao crime, particularmente a criminalidade organizada.

No evento, realizado na última sexta-feira (23/2), na capital fluminense, a discussão focou nas questões de segurança pública e infraestrutura como fatores de desenvolvimento social e econômico, além da importância da tecnologia no combate ao crime.

Como a Tecnologia e o compartilhamento de dados estão dizimando o crime
Foto: Rafael Campos

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Cooperação no combate ao crime

Segundo Leandro Almada, superintendente regional da Polícia Federal, a instituição mantém uma cooperação estreita com o governo do Rio de Janeiro no enfrentamento de determinados crimes, incluindo o tráfico internacional de armas. Além disso, há um diálogo constante com o Ministério Público do estado para tratar especialmente de casos ligados a organizações criminosas.

No mesmo sentido, o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, ressaltou a importância de investimentos na tecnologia. Para Luciano, a tecnologia faz-se necessária como ferramenta para combater a criminalidade organizada. Ele destacou ainda a necessidade de retomada pelo poder público das áreas atualmente dominadas pelo crime e defendeu uma maior participação dos municípios nas políticas de segurança pública.

Além do investimento em tecnologia, valorização dos policiais e o engajamento da sociedade na resolução dos problemas também foram apontados como fatores importantes pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Cesar dos Santos.

Combustível para o crime

Houve espaço ainda para a discussão da criminalidade ligada a setores específicos da economia. Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal, revelou que no setor de combustíveis há inúmeras empresas que adulteram gasolina, álcool e diesel e deixam de pagar tributos, o que diminui os recursos para o combate aos delitos.

Joana da Costa Martins Monteiro, coordenadora do Centro de Ciência Aplicada à Segurança Pública da FGV, destacou a necessidade de um sistema de informação integrado entre o Ministério Público, as polícias e o Tribunal de Justiça, como medida crucial para aumentar a eficiência da repressão a delitos.

Investimentos em infraestrutura, além da tecnologia

O seminário também discutiu os investimentos em infraestrutura e sua relação com o desenvolvimento social e econômico. Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, afirmou, por exemplo, que o banco é o maior financiador da América Latina de obras com esse objetivo.

Alexandre Bianchini, presidente da Águas do Rio, ressaltou a importância da universalização do acesso ao saneamento básico para garantir a cidadania, informando que a empresa vem investindo em fornecer água tratada em favelas da capital fluminense.

Alexandre Nogueira, presidente da Light, lamentou a dificuldade de corte de luz para consumidores inadimplentes em áreas dominadas pelo crime. Ele mencionou as condições financeiras de muitos moradores de comunidades, cujos pagamentos são muitas vezes atrasados ou inadimplentes.

O deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ) por sua vez lembrou que a reforma tributária e o regime de recuperação fiscal podem proporcionar melhores condições para o Rio de Janeiro melhorar sua infraestrutura. O evento completo está disponível online para quem deseja assistir aos painéis e debates.

Fonte: Conselheiro Jurídico

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