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Telegram não funciona? App está fora do ar após bloqueio determinado pela Justiça

A Justiça determinou que as operadoras de telefonia e lojas de apps suspendam acesso e distribuição do Telegram nesta quarta-feira (26) por não fornecer à Polícia Federal (PF) dados completos sobre grupos neonazistas presentes na plataforma, suspeitos de planejarem e participarem de ataques em escolas. A medida deve ser cumprida imediatamente.

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Na quinta-feira (20), a Justiça Federal ordenou que os Telegram repassasse os dados sobre suspeitos de planejar ataques a escolas. 

Telegram não repassou dados completos solicitados pela PF e justiça suspende o aplicativo no Brasil

O aplicativo tinha até 24 horas para entregar as informações à PF “por motivo de segurança” e até chegou a fornecer parte dos dados solicitados na sexta (21), mas ainda não havia revelado os números de telefone dos participantes.

De acordo com a Diretoria de Inteligência da PF, as operadoras Vivo, Oi e Tim receberam o ofício sobre a suspensão da plataforma. O Google e a Apple, proprietárias da Play Store e da App Store, respectivamente, também foram notificados ainda na tarde de ontem.

A investigação da Polícia Federal sobre o ataque a uma escola em Aracruz (ES), em novembro de 2022, descobriu que o responsável pela ação tinha envolvimento com grupos antissemitas no mensageiro. 

Diante da identificação de grupos neonazistas no app, a Justiça determinou que o mensageiro colaborasse e fornecesse dados de suspeitos à PF, o que não aconteceu de maneira integral e resultou na ordem de suspensão do Telegram no Brasil. A multa por não entregar os dados também aumentou de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia. 

Até agora, o Telegram não se manifestou sobre o assunto. 

No começo desta quinta-feira, já foi possível verificar que o aplicativo está oficialmente fora do ar.

Fonte: G1

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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