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Teses sobre homicídio – o livro está pronto!

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Está pronto o nosso Teses sobre homicídio! Um livro concebido inteiramente no âmbito do Canal Ciências Criminais. Mais do que isso: inteiramente pensado para o Canal Ciências Criminais. E, por essa razão, muito honrado que fico, editado pelo Canal Ciências Criminais.

Minha gratidão ao Canal, não só pela edição como principalmente pela oportunidade que tem sido esse exercício semanal – desde quase 2 anos – de escrita na seara criminal, leia-se: jurídico-penal, processual penal, histórico-filosófica, psicanalítica e até literária.

Minha gratidão aos/às companheiros/as de luta, todos/as os/as colunistas do Canal, com especial destaque aos meus “padrinhos” Bernardo de Azevedo e Souza e Anderson Figueira da Roza.

O livro, como sabido, é uma compilação de 42 teses (confira o sumário AQUI), quase todas aqui publicadas, no decorrer de 2016. Devidamente revisadas, organizadas e articuladas, perpassam pelos mais variados temas e estilos estéticos, desde o sentido simbólico do sangue na história e na teologia/mitologia (tese 1), até a redenção da/na morte (tese 42), costurando os campos das excludentes de ilicitude, da culpabilidade, das exculpações, da negativa de autoria (com o problema da “verdade”), das psicoses, do fenômeno do homicídio na arte e na literatura, dente outras incidências, pretendo sobretudo suscitar alguma reflexão sobre essa prática que verdadeiramente constitui nossa cultura, enquanto humanos (e, aqui, pego carona com Müeller para dizer que “não há nada mais humano do que o crime”).

Convido à leitura das “Teses sobre homicídio”, cuja aquisição poderá ser feita pela editora do Canal, e deixo aqui um aperitivo, do início ao fim: (ou seja, da tese 1 à tese 42)…

O sangue ultrapassa seu próprio significado físico e atinge um significado simbólico, eidético e poético mais relacionado à alma e à essência dos seres.

Há dois milênios, pelo sangue fomos redimidos. O sangue renova permanentemente a fertilidade. O sangue é elemento de pacto, com amigos ou com deuses e demônios. Representa a imortalidade; seu fluxo contínuo consagra a infinitude. Capacita, também, algum entendimento sobre as emoções humanas, a essência da vida, o afeto, a proximidade físico-química: amor, paixão, desejo, domínio, violência, morticínio, extinção, fim.

(...)

Se no curso natural da vida humana a vida deveria prevalecer, o homicídio retira esse curso. Não haverá justiça nesse mundo capaz de redimir ou confortar os corações humanos. Não haverá sentença judicial nem cumprimento de sentença que dê conta de resolver o problema da justiça para o ato. Haverá, no máximo, uma prestação jurisdicional; mas, jamais, justiça! Porém, se comprovada a exculpação ou a excludente, ou seja, uma vez afastado o homicídio do evento morte, a vida que deveria prevalecer se converte em morte, porque deveria ser assim! O curso natural da vida humana termina, intransigentemente, com a morte, e em algum ato físico, espontâneo ou provocado, é chegada a hora da morte.

Resta apenas saber qual é a reação ética dos que ficam. Porque para quem parte, corpo inerte e em seguida desintegrado, resta a vida eterna. Morte de um corpo meramente material. Perduram as ideias, as lembranças, as ações e realizações, as referências, as descendências... perdura o “espírito”.

E assim, afinal, a morte não existe!

Para adquirir a obra com desconto promocional de pré-venda (válido somente até 28/04/2017), via PagSeguro (cartão de crédito ou boleto), clique na imagem abaixo. O envio dos livros ocorrerá a partir de 01/05/2017.

Autor

Doutor em Direito. Professor. Advogado.
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