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Crescente das facções criminosas levam Brasil a capacitar diretores de penitenciárias do Paraguai

Especialistas do sistema prisional brasileiro estão atualmente envolvidos em uma ação de treinamento em Ciudad del Este, desde ontem (23), com diretores e funcionários de penitenciárias do Paraguai. Essa iniciativa é intermediada pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC) e pelos ministérios da Justiça dos dois países.

O treinamento tem como finalidade apresentar práticas que tiveram êxito nas penitenciárias do Brasil, visando a sua potencial adaptação e implementação no sistema prisional paraguaio. Este enfrenta desafios como superlotação, carência de infraestrutura e uma crescente influência de organizações criminosas, muitas das quais originárias do Brasil.

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A importância de romper a comunicação entre presos em penitenciárias e seus subordinados

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Imagem: Ministério da Justiça do Paraguai

Segundo o jornal ABC Color, um dos palestrantes durante a primeira etapa do treinamento foi o diretor da Penitenciária Federal de Catanduvas, Rodrigo Cantero Porto, que discorreu sobre a necessidade de romper os vínculos entre líderes criminosos presos em penitenciárias e seus subordinados em liberdade.

O ministro da Justiça paraguaio, Ángel Barchini, afirmou que “o crime jamais pode prevalecer sobre o Estado, a justiça nunca pode ser suplantada pelo delito […] Estamos comprometidos em superar os desafios e transformar as unidades prisionais em centros de reabilitação.”

Novos complexos no Paraguai

Em breve, a cidade de Ciudad del Este e suas redondezas contarão com um novo complexo penitenciário, o qual substituirá a obsoleta Penitenciária Regional del Este. Este novo edifício, localizado em Minga Guazú, encontra-se concluído há meses, mas permanece fechado devido a problemas estruturais, incluindo a inadequação das redes de abastecimento de água na região.

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