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TSE quer ouvir Anderson Torres sobre ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, determinou nesta quinta-feira (9) que o ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro Anderson Torres seja ouvido para esclarecer a minuta golpista encontrada em sua casa, em janeiro, e sua participação em uma live feita pelo ex-presidente com disseminação de desinformação sobre o sistema eleitoral.

A decisão do ministro foi tomada no âmbito da ação que investiga a realização de uma reunião organizada por Bolsonaro no palácio da Alvorada com embaixadores, nas quais teria atacado as urnas eletrônicas.

Corregedor-geral do TSE determinou que Anderson Torres seja ouvido sobre minuta do golpe e desinformação sobre o sistema eleitoral

Além de Torres, o corregedor do TSE também determinou a tomada de depoimento do coronel Eduardo Gomes da Silva, Coronel reformado, a respeito de sua contribuição e participação na live de julho de 2021, e dos servidores da Polícia Federal Ivo de Carvalho Peixinho e Mateus de Castro Polastro.

Na live de julho de 2021, Bolsonaro promoveu uma série de teorias da conspiração sobre as urnas eletrônicas supostamente baseadas em um inquérito da Polícia Federal sobre as eleições de 2018. Segundo o ministro do TSE, esse fato também foi mencionado para os embaixadores na reunião de 2022 – motivo pelo qual as oitivas se fazem necessárias agora, segundo ele.

Os servidores da PF já foram ouvidos em outra apuração que tramita a respeito dos ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral.

O depoimento de Torres foi marcado para a próxima quinta-feira (16).

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, precisará autorizar o procedimento, já que Torres está preso provisoriamente, devido à sua omissão durante nos atos antidemocráticos do dia 8/1.

Fonte: Conjur

Daniele Kopp

Daniele Kopp é formada em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e Pós-graduada em Direito e Processo Penal pela mesma Universidade. Seu interesse e gosto pelo Direito Criminal vem desde o ingresso no curso de Direito. Por essa razão se especializou na área, através da Pós-Graduação e pesquisas na área das condenações pela Corte Interamericana de Direitos Humanos ao Sistema Carcerário Brasileiro, frente aos Direitos Humanos dos condenados. Atua como servidora na Defensoria Pública do RS.

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