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Violência: há cerca de 28 mil fuzis nas mãos de criminosos no RJ, estima especialista

Brasil: números de fuzis em circulação ultrapassam a casa dos milhares

Após a apreensão de 47 fuzis ocorrida na última terça-feira numa mansão situada na Barra da Tijuca pela Polícia Federal, especialista avaliou um índice alarmante. Segundo o antropólogo Paulo Storani, além dos apreendidos, outros 28 mil destas armas ainda circulam pelo Rio de Janeiro. Baseando-se num relatório da Subsecretaria de Integração e Planejamento Operacional da Polícia Civil ao STF, Storani estima que há 56 mil traficantes e milicianos, ou seja, aproximadamente dois criminosos para cada fuzil em circulação.

Apesar da magnitude, esta realidade não é privilégio do Rio. Na visão do antropólogo, o estado costuma ser o palco principal de fenômenos que posteriormente se disseminam pelo restante do país. A Bahia, por exemplo, vem enfrentando crescimento dos níveis de violência e confrontos, remetendo ao cenário carioca dos anos 90.

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Imagem: Diário de Canoas

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O papel dos Fuzis na disputa de grupos criminosos

Há uma escalada das guerras entre facções criminosas, alimentada por um fluxo crescente de fuzis ilegais. Segundo dados da Senasp, o Rio de Janeiro se tornou um “paiol” da criminalidade tendo mais da metade do total de apreensões de armas de guerra do país (472 de janeiro a agosto de 2023). A fragmentação de quadrilhas do tráfico e a milícia estariam por trás deste quadro.

Joana Monteiro, economista e professora da FGV, compara a situação carioca a de países em estado de guerra que promovem um armamento excessivo frente a conflitos territoriais. Ela acredita que a estratégia para coibir a entrada de armas ilegais nas mãos do crime organizado passa por ações de inteligência robustas, não somente pelo aumento de efetivo policial.

As razões para o aumento do armamento ilegal

A expansão dos negócios criminais é um dos principais motivos para o aumento da procura por armas, especialmente, fuzis. Rildo Anjos, especialista em armas e consultor de segurança, também aponta a leveza e a capacidade de carregamento de munição como motivos para serem desejados pelos criminosos.

Embora outras regiões do Brasil, como São Paulo, tenham índices menores de apreensão de fuzis devido à predominância de uma única facção no tráfico, a situação em âmbito federal requer atenção. Segundo José Vicente Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública, o cenário atual no Rio se torna um indicativo de que a quantidade de armamentos ilegais é maior na capital fluminense em comparação ao restante do país. Isso demanda investimentos em ações de inteligência para identificar rotas de entrada de armas, além de intensificar a fiscalização nas fronteiras.

Como controlar o crescimento do armamento ilegal?

A estratégia para controlar o crescimento do armamento ilegal passa por ações de inteligência e investigação, além da apreensão de armas em situações fora de confrontos abertos. Isso gera maior impacto no comércio clandestino sem resultar em derramamento de sangue.

As estatísticas apontam para uma tendência de aumento das apreensões, mostrando que, ainda que de forma gradual, é possível conter o crescimento do armamento ilegal. Contudo, só será possível reverter efetivamente este cenário de “mexicanização” e impedir que o problema se alastre para outros estados com planejamento e ações integradas entre as forças de segurança.

Fonte: Extra

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