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“Você, uma Advogada Criminalista?”

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“Você, uma Advogada Criminalista?” A vida universitária parece que se inicia no ingresso no Ensino Médio, pois é nele que somos questionadas a todo momento: qual profissão irá seguir? Qual faculdade irá cursar? Qual curso irá escolher?

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Foi neste ambiente, em uma aula de Filosofia, que fui desafiada a fazer um vídeo sobre os meus sonhos e carreira, e foi neste vídeo que pela primeira vez as pessoas souberam que eu gostaria de cursar Direito!

Os comentários já se iniciaram:

Você não tem cara de Advogada!

Assim, considero que está foi a minha primeira grande defesa advogando em causa própria.

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Passado mais um ano, eu participei de um debate na aula de Sociologia sobre Cotas Raciais e mais uma vez eu me destaquei na defesa do meu ponto de vista. Contudo, mesmo assim, as pessoas questionavam que eu deveria fazer algum curso que fosse mais a minha cara.

Prestei vestibular para o curso de Direito, dessa vez os comentários foram piores:

Você tem certeza de que irá querer ler tanto? Você vai ter que estudar 5 anos e ainda passar naquela prova que quase ninguém passa! Eu conheço amigos que nunca passaram e não tiveram profissão até hoje, então, pense melhor na sua escolha.

Dessa forma, se foram os 5 anos da minha vida, se dedicando ao Direito, durante este tempo vamos se identificando com algumas matérias, algumas pelo professor com que faz que você goste, outras porque realmente você tem afinco!

Dentre estas matérias, eu comecei a me identificar com a matéria de Direito Constitucional, me inscrevi para fazer Monitoria e exerci com excelência. Em seguida, fiz estágio na Procuradoria Federal Especializada no INSS, a qual eu aprendia as matérias de Direito Previdenciário e Execução Fiscal. Contudo, existia uma matéria que eu sempre amei e não tinha oportunidade de aprofundamento.

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Assim, no penúltimo ano iniciaram-se os Estágios Supervisionados, as Visitas Monitoradas e as Aulas Práticas e foi neste momento que eu percebi que Direito Penal seria a minha decisão.

Mais uma vez, todos se espantaram:

Já não bastava você ser a única da família desta geração a ir para a Universidade? Depois tinha que escolher cursar Direito, após tudo isso quer ser “Advogada de porta de cadeia” ?Não poderia ter escolhido algo mais leve ou que tivesse a sua cara? Você é muito serena e vai sofrer escolhendo essa especialização!

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Dessa forma, realizei todas as atividades propostas, me inscrevi na 2º fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil em Direito Penal, optei por realizar o meu Trabalho de Conclusão de Curso em Direito Penal e me inscrevi para as atividades extracurriculares denominada “Penal na Veia”, um curso fornecido pela Universidade, tendo como objetivo ser um “plus” para os alunos apaixonados por esta matéria.

Após, me inscrevi nas aulas aos sábados que discutiam peças penais e questões de Direito Penal do Exame da Ordem, para aprender mais sobre essa matéria. Também, me inscrevi do Projeto de Iniciação Científica na matéria de Direito Penal. Em suma, tudo que eu percebia que existia na Universidade em torno de Direito Penal eu estava participando.

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Quando da realização da 2º fase do Exame de Ordem dos Advogados do Brasil, existiam questões que eu me lembrava das aulas de quando eu ainda estava na Universidade. Após a aprovação, me inscrevi na Especialização de Direito Penal e Processual Penal Aplicados, pela qual eu percebi que esta matéria certamente é inesgotável e quanto mais tempo passamos estudando, mais nos apaixonamos.

Ainda confesso que me considero iniciante nos estudos em Penal, mas sempre estou me aprofundando em cursos fornecidos pela Escola Superior da Advocacia.

Contudo, quando observo toda essa trajetória até aqui, percebo o quanto o Direito Penal esteve presente e que se tornar uma Advogada Criminalista, esteve presente desde o penúltimo ano da Universidade e continuou até os dias atuais.

Na minha primeira experiência na Delegacia, vários amigos e colegas Advogados se ofereceram para ir comigo, por eu ser mulher e principalmente por eu não ter cara de Advogada.

A experiência de ir sozinha e acompanhar o cliente que necessitava do meu auxílio foi mais que satisfatória, pois foi o momento que eu pude provar não só para as pessoas ao meu redor, mas principalmente para mim que eu posso não ter cara de Advogada, mas eu descobri que não se nasce Advogada, mas se torna!

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Decerto, eu me tornei a mulher Advogada, mesmo sem ter cara da mesma, pois a trajetória fez com que eu me tornasse a Advogada Criminalista, que eu sempre almejei!

Leia mais:

Princípios constitucionais aplicáveis à investigação criminal defensiva


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