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Caso Uber: violência, selvageria e barbárie

Por Anderson Figueira da Roza

A selvageria e a barbárie são inaceitáveis em qualquer contexto social. A cidade de Porto Alegre (RS) registrou um episódio lamentável na tarde de ontem (26/11/2015), dentro de estacionamento de um hipermercado, filmado por pessoas que passavam no local e pelas câmeras do estabelecimento comercial. Cenas de ódio, selvagens, como se estivéssemos na era dos primatas, um colaborador do Uber foi imobilizado e covardemente agredido, além de ter o seu veículo destruído, segundo relatos por motoristas de táxi da capital gaúcha. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=NimUQ1lJ9Yc

Com o máximo respeito aos representantes políticos eleitos de Porto Alegre (alguns são meus amigos), mas forçar uma regulamentação de serviços que a sociedade está do lado, já recebeu e gostou, é puro formalismo e patético.

Os políticos brasileiros rasgam a Constituição Federal em qualquer esfera por interesses econômicos.  A República Federativa do Brasil estabelece como fundamento os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa já no primeiro artigo da Constituição Federal.

As pessoas querem usufruir de outros serviços que estão sucateados, as pessoas querem segurança também, e principalmente as pessoas querem e precisam trabalhar.

Os exploradores do ramo de transporte público e os políticos não vão ditar as regras para a utilização destes serviços, pois queremos usar o que é mais seguro, e mais barato, essas são as regras que a sociedade respeita.

Nós cidadãos não podemos ser hipócritas, assim como o Uber, adoramos fazer ligações pelo WhatsApp totalmente sem custos, pagando apenas pelo consumo de dados de uma operadora ou pegando carona em algum wi-fi, dentre tantos outros serviços que já se encontram disponíveis por aplicativos.

Engraçado que não há movimentação política para fechamento de outros ramos que sabidamente são crimes. Exemplo: casas de prostituição. Tá lá no Código Penal como crime e todos sabem onde ficam essas casas, todos sabem quem frequenta, e seguiremos sendo sempre hipócritas com aquilo que toleramos.

Ou até mesmo com os jogos de azar, tão polêmicos, que por vezes os exploradores foram vistos como empresários, e depois considerados delinquentes, por uma crise econômica poderão ser vistos novamente como empresários se aprovada nova legislação sobre o tema.

AndersonFigueira

Autor

Anderson Roza

Mestrando em Ciências Criminais. Advogado.
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