Relembre o crime assustador cometido por ex-presidente de grande clube brasileiro

Ex-presidente do Atlético-GO, Maurício Sampaio, é condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato do cronista esportivo Valério Luiz

O ex-presidente do Atlético Goianiense, Maurício Sampaio, recebeu em 2023 a sentença de 16 anos de prisão em regime fechado. A condenação é decorrente de seu envolvimento na morte do jornalista esportivo Valério Luiz, ocorrida em 5 de julho de 2012 na capital de Goiás, Goiânia. A acusação e o consequente julgamento apontaram Maurício Sampaio como o mandante do crime.

Este julgamento, que durou três dias, resultou na condenação de outros indivíduos associados ao crime. Ademá Figueredo, policial militar, foi identificado como o executor dos disparos contra Valério e, como resultado, também recebeu uma sentença de 16 anos de prisão.

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Motivação do assassinato estava ligada a críticas ao ex-presidente Atlético-GO

Além de Sampaio e Ademá, outros dois homens foram associados ao planejamento do crime e consequentemente condenados. O policial militar Urbano de Carvalho Malta e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, ambos condenados a 14 anos de prisão cada. Djalma Gomes da Silva, que também havia sido acusado de participação no crime, foi absolvido.

Valério Luiz era comentarista da Rádio Jornal 820 AM. A motivação para o seu assassinato, conforme divulgado na conclusão do inquérito policial em 2013, estaria ligada às críticas recorrentes que o jornalista fazia à diretoria do Atlético-GO, sendo estas direcionadas principalmente a Maurício Sampaio. A defesa de Sampaio negou as acusações durante todo o processo.

Trama jurídica: do inquérito ao júri popular

Ex-presidente Maurício Sampaio exerceu o mandato de presidente do Atlético-GO de 2015 a 2018. No momento do crime, em 2012, ocupava a posição de vice-presidente. No julgamento, além de Sampaio, Figueredo, Malta e Xavier, outros quatro réus foram indiciados pelo homicídio e denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Em 2014, a Justiça decidiu que os cinco réus seriam levados a júri popular. No entanto, ao longo dos anos, recursos e embargos apresentados pela defesa desencadearam uma série de reviravoltas judiciais, levando o caso até o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e posteriormente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Adiamentos do julgamento na pandemia

Em 2020, o júri chegou a ser marcado para junho mas foi adiado por conta da pandemia de COVID-19. Após diversos adiamentos e muito tumulto, o júri finalmente se realizou ao longo de três dias em 2023, resultando na condenação dos envolvidos e finalizando, por hora, esse conturbado capítulo do futebol goiano.